
O caso de Santa Catarina continua repercutindo. Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três adultos acusados de coagir uma testemunha com o objetivo de atrapalhar as investigações sobre o assassinato do cão Orelha, crime que gerou forte comoção em todo o país. Entre os indiciados estão um advogado e dois empresários, todos parentes dos quatro adolescentes suspeitos de matar o animal a pauladas.
O crime ocorreu entre os dias 3 e 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis, região conhecida por concentrar condomínios de alto padrão. Orelha, um cachorro comunitário de aproximadamente 10 anos, era cuidado por moradores da região. Ele foi encontrado gravemente ferido e, devido à gravidade das lesões, precisou ser submetido à eutanásia no dia 5 de janeiro, em um hospital veterinário.
As identidades dos adolescentes envolvidos não foram divulgadas, pois todos têm menos de 18 anos. Após o crime, dois deles viajaram para os Estados Unidos, onde permanecem atualmente.
De acordo com a Polícia Civil, os três adultos foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo após ameaçarem um vigilante que presenciou as agressões contra o animal. Por questões de segurança, o guarda foi afastado de suas funções. As investigações também apontam que o mesmo grupo de adolescentes tentou afogar outro cachorro conhecido da comunidade, chamado Cão Caramelo, que conseguiu escapar.
A delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, responsável pela área de proteção animal na Grande Florianópolis, explicou que os adultos já foram interrogados e que o trabalho investigativo é complexo. Segundo ela, apenas em relação ao caso envolvendo o cão Orelha, há uma janela superior a 72 horas de gravações de 14 câmeras de monitoramento, o que representa mais de mil horas de imagens para análise.
A delegada reforçou que, apesar do forte clamor popular e da revolta nas redes sociais, a Polícia Civil de Santa Catarina atua dentro dos limites da legalidade. Ela destacou que informações sigilosas, imagens, localizações e dados que envolvam adolescentes não podem ser divulgados, sob pena de configurar crime.
O caso provocou ampla repercussão e reacendeu o debate sobre punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais, além de pressionar as autoridades por responsabilização rigorosa dos envolvidos.

























































































































































































































