APUCARANA – Golpistas tentaram intimidar servidores da Saúde

Dois postos de saúde de Apucarana enfrentaram momentos de tensão na manhã de quinta-feira (19) após receberem ligações com graves ameaças de um suposto traficante. A Polícia Militar foi acionada via 190 para registrar as ocorrências, que se revelaram uma tentativa de extorsão.

O primeiro registro ocorreu por volta das 10h, em uma unidade de saúde localizada na Rua Marcílio Dias, no Núcleo Habitacional Shangri-La. Uma atendente relatou que um indivíduo, identificando-se como “Marcelo”, ligou questionando a lotação do local, afirmando que levaria um homem ferido por disparo de arma de fogo. O suspeito conseguiu o número de celular de uma médica e, em ligações posteriores de um número com DDD 42, passou a proferir ameaças, dizendo que iria até o local armado.

Ainda durante o registro dessa primeira ocorrência, o criminoso direcionou as ameaças a outra unidade. Por volta das 10h30, a equipe policial foi chamada na Rua Ilson Ferreira Guerra, no Loteamento Residencial Sumatra II. O mesmo indivíduo ligou para o posto de saúde local, inicialmente alegando ser policial militar. Em seguida, mudou a versão, afirmando integrar um grupo de traficantes e que um comparsa estaria com fratura exposta após um confronto.

O golpista declarou que oito homens armados com fuzis aguardavam em um terreno baldio próximo. Ele ameaçou sequestrar funcionárias para que o atendimento fosse prestado fora da unidade e prometeu invadir o local atirando contra pacientes e servidores caso o acesso fosse negado.

O criminoso exigiu um número de telefone para enviar um vídeo do suposto ferido, momento em que uma enfermeira repassou seu contato pessoal. Pelo WhatsApp, utilizando o mesmo telefone com DDD 42, o autor reiterou as ameaças e revelou o real motivo da ação: exigiu que a profissional fizesse um empréstimo e transferisse R$ 900 via Pix.

Enquanto a enfermeira mantinha diálogo para ganhar tempo, a Polícia Militar foi acionada. Por medida de segurança, os portões e portas da unidade foram trancados, mantendo todos protegidos no interior do prédio até a chegada da viatura. As vítimas foram orientadas sobre os procedimentos legais cabíveis.