
Um caso de extrema violência doméstica foi registrado na quinta-feira, dia 08 de janeiro de 2026, em Apucarana. Um homem de 30 anos foi preso após agredir brutalmente a esposa, de 32 anos, em uma situação que envolveu cárcere privado, tortura, lesões graves e ameaças de morte.
O caso veio à tona quando a vítima conseguiu fugir da residência onde era mantida sob agressões e buscou ajuda na Unidade Básica de Saúde Ruth Eugênio da Silva, no Núcleo Habitacional Vale Verde. Mesmo após a mulher conseguir atendimento inicial da equipe de enfermagem, o agressor invadiu a unidade de saúde, desferiu novos golpes contra a cabeça da vítima e fugiu em seguida.
Uma equipe da Guarda Civil Municipal, que realizava patrulhamento tático na região, foi acionada e conseguiu localizar o suspeito, que acabou detido e encaminhado à 17ª Subdivisão Policial de Apucarana.
De acordo com as informações apuradas, a mulher apresentava fratura no punho, além de diversos ferimentos pelo corpo. Há relatos de que o agressor utilizou um espeto e cola quente para torturá-la, provocando perfurações e queimaduras. Também existem indícios de violência sexual, já que a vítima teria sido ferida com o espeto próximo à região genital.
A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada ao Hospital da Providência, onde recebeu atendimento médico especializado devido à gravidade das lesões.
Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná informou que a prisão em flagrante foi ratificada na manhã de quinta-feira. O homem foi autuado por lesão corporal grave contra mulher no contexto de violência doméstica, além do crime de ameaça. Segundo a Polícia Civil, o agressor, ex-companheiro da vítima, teria impedido a respiração da mulher, restringido sua liberdade e feito ameaças de morte durante as agressões.
Ainda conforme o comunicado, durante os procedimentos na delegacia, o homem também teria ameaçado agentes públicos, fato que foi igualmente registrado no boletim de ocorrência. O autor permanece preso e à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue acompanhando o caso e dará continuidade às diligências, incluindo a coleta de laudos médicos e demais providências legais. As autoridades reforçam que violência doméstica é crime e orientam que vítimas ou testemunhas denunciem pelos canais oficiais, como o 190 ou a Delegacia de Polícia Civil.



























































































































































































































