
A noite de comemoração de torcedores do Flamengo em Faxinal terminou em tristeza para a família de Sara, proprietária do Faceburg Lanche, moradora da Rua Vitor Mendes Portela, em frente ao Posto Pires. Ele tinha uma cachorra que era criada desde filhote, morreu após entrar em desespero por causa dos fogos de artifício com estampidos.
Segundo a mãe de Sara, Leila Mara, servidora da área da saúde, a cadelinha tinha muito medo de barulho forte. No momento da queima de fogos, ela estava no quintal e tentou correr para dentro da casa. Assustada, tentou pular a janela gradeada do quarto, acabou presa entre as grades e morreu, pelas características, por infarto causado pelo pânico.
“Ela desesperou, começou a se bater. Quando tentava fugir, enroscou na grade. Quando chegamos do trabalho, estava pendurada, já sem vida. É uma dor enorme, ela era a alegria da nossa casa”, relatou Leila, emocionada. Na janela, ficaram marcas de sujeita da pata do animal tentando escalar a parede.
A família contou que não é a primeira vez que enfrenta problemas com fogos. Leila afirma que recebeu mensagens de pacientes relatando crises de crianças autistas durante a madrugada por causa das rajadas de estampidos.
Em Faxinal, moradores relatam que a noite de sábado para domingo teve grande quantidade de fogos, muitos deles lançados após a meia-noite. Para Leila, falta respeito e conscientização: “Parece uma terra sem lei. Precisamos de medidas urgentes. Animais, idosos, crianças autistas… muita gente sofre com isso”.
O caso reacende o debate sobre o uso de fogos com alto barulho. A prática causa sofrimento aos animais, que têm audição mais sensível, e é considerada maus-tratos quando provoca estresse, pânico, ferimentos ou morte. Além disso, os estampidos também podem desencadear crises em pessoas com Transtorno do Espectro Autista, idosos, acamados e indivíduos com transtornos sensoriais.
Em várias cidades da região, leis já proíbem fogos com estampido, permitindo apenas artefatos silenciosos. O objetivo é reduzir danos, preservar vidas e garantir comemorações mais responsáveis.
































































































































































































































