

O que tem se visto em Cândido de Abreu é uma situação que preocupa e revolta aposentados e pensionistas. Filas longas, principalmente na agência do Banco do Brasil, têm se tornado rotina, com idosos aguardando duas, três horas ou mais para tentar resolver um problema básico: receber a própria aposentadoria.
O transtorno não estaria diretamente relacionado ao atendimento do Banco do Brasil, mas sim ao fechamento da agência do Banco Itaú no município. Após décadas de funcionamento em Cândido de Abreu, a instituição encerrou as atividades locais, deixando centenas de aposentados sem atendimento presencial.
Segundo relatos, muitos beneficiários que recebiam pelo Itaú tiveram suas contas supostamente transferidas automaticamente para outras cidades ou até para outras instituições, sem informação clara e sem suporte adequado. Com isso, os aposentados passaram a enfrentar dificuldades para abrir novas contas, atualizar cadastros e regularizar dados bancários, o que impacta diretamente no recebimento dos benefícios.
No Banco do Brasil, a procura aumentou de forma expressiva. Entretanto, ao tentar abrir conta, muitos aposentados esbarram em entraves burocráticos, como inconsistências cadastrais, contas vinculadas a outras cidades e falta de informações claras sobre a migração feita após o fechamento do Itaú. Em vários casos, o atendimento não é concluído no mesmo dia, obrigando o idoso a retornar e enfrentar novas filas.
Moradores cobram providências urgentes e defendem que instituições como o Procon e assistência social do município, acompanhe a situação, apure responsabilidades e cobre explicações especialmente do Banco Itaú, apontado como o principal responsável pelo cenário atual após encerrar suas atividades no município.
Na época do fechamento da agência, a reportagem chegou a procurar a gerência local do Itaú, mas foi informada de que não haveria posicionamento, e que eventuais esclarecimentos só seriam feitos por meio dos canais oficiais do banco, os quais não deixaram de prestar informações aos clientes.
Enquanto isso, o problema persiste. Aposentados seguem enfrentando dificuldades, indignação e insegurança financeira em um momento da vida em que o mínimo esperado é respeito, dignidade e acesso facilitado aos próprios direitos.






















































































































































































































