IVAIPORÃ – Três casos de desentendimentos familiares

A Polícia Militar de Ivaiporã registrou, entre a tarde de quinta-feira (13 de novembro) e a madrugada de sexta-feira (14), três atendimentos distintos relacionados a conflitos em família, ameaça e apoio à preservação da ordem. Por volta das 22h40, a equipe foi acionada para a Rua Castro Alves, no Jardim Novo Versalhes, onde uma mulher relatou que seu cunhado vem enfrentando desentendimentos constantes com o filho adolescente, recém-chegado de São Paulo. O jovem, segundo os relatos, apresenta comportamento desobediente e provocador, chegando a desafiar o pai para brigas. Naquela noite, o homem afirmou que precisou conter o filho fisicamente para evitar ser agredido. Após o tumulto, o adolescente saiu de casa a pé. A ROTAM realizou patrulhamento e localizou o jovem, conduzindo-o de volta à residência. Ambos foram orientados. Não houve registro de agressões, e o boletim foi confeccionado apenas para documentar a situação.

Ainda na tarde do dia 13, uma equipe extrajornada foi chamada à Rua Rui Barbosa após uma mulher informar que possuía medida protetiva contra o filho, que teria voltado a ameaçá-la de morte. Segundo a vítima, o rapaz esteve em sua casa pela manhã e disse que iria matá-la por enforcamento. Horas depois, retornou, repetindo as ameaças. O autor foi encontrado em frente à residência e, ao ser abordado, recusou-se a obedecer às ordens policiais, afirmando que “não tinha feito nada”. Ele recebeu voz de prisão por ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha. Autor e vítima foram encaminhados à 6ª Companhia Independente de Polícia Militar de Ivaiporã, posteriormente à UPA para laudo de lesões, e depois à Central de Flagrantes. A mulher manifestou interesse em nova medida protetiva.

Já na madrugada de sexta-feira (14 de novembro), por volta de 3h, a equipe deslocou-se até o Distrito de Alto Porã, onde uma mulher informou que o convivente estava retirando objetos da casa após uma discussão. No local, ambos receberam a equipe e relataram que haviam decidido pelo fim do relacionamento. A discussão começou quando o homem colocou suas ferramentas no carro e tentou levar a televisão, o que a mulher não permitiu. Ele alegou ter direito de levar alguns pertences, enquanto ela insistia que chamaria a polícia. Durante a conversa, o homem afirmou que levaria apenas seus objetos pessoais e que resolveria judicialmente a divisão de bens, caso necessário. Como não tinha onde dormir naquela noite, decidiu permanecer na casa até a manhã seguinte. O casal chegou a um consenso, destacando preocupação com a filha de 7 meses. Ambos negaram qualquer agressão, ameaça ou lesão. A PM orientou o casal e registrou o boletim apenas para formalizar o atendimento.