
Com o projeto de um aplicativo pensado para ajudar no combate ao bullying, estudantes do Colégio Estadual Luzia Garcia Villar, em Barbosa Ferraz, no Noroeste, venceram a Maratona de Empreendedorismo Jovem, iniciativa que visa levar fundamentos do empreendedorismo para a sala de aula. A cerimônia de premiação ocorreu na noite de quarta-feira (11), em São Paulo.
A Maratona de Empreendedorismo Jovem é realizada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e a Associação Cactus – organização não governamental que atua em projetos na área de educação pública em todo o Brasil. Nesta primeira edição piloto, realizada exclusivamente com jovens da rede estadual do Paraná, a maratona registrou 2,2 mil projetos inscritos, que passaram por uma avaliação inicial.
Os 30 alunos e 10 professores responsáveis pelas dez melhores propostas foram selecionados para a imersão final em São Paulo, entre terça e quarta-feira (10 e 11). A programação incluiu palestras, mentorias especializadas e sessões de aperfeiçoamento dos projetos finalistas. Após a etapa final, os três projetos mais bem avaliados receberam R$ 10 mil cada, enquanto os outros sete grupos foram contemplados com R$ 5 mil cada. Os valores devem ser destinados ao desenvolvimento e continuidade das ideias apresentadas.
APP ANTI-BULLYING – O projeto vencedor da Maratona de Empreendedorismo Jovem 2025 foi apresentado pelos estudantes Pedro Durães, Mariane Souza, e Miguel Pivovar, com orientação da professora Michelle Ferreira Bóbbo. A proposta consiste em um aplicativo chamado Tellon, pensado para receber e direcionar denúncias – anônimas ou não – sobre casos de bullying sofridos ou presenciados em ambiente escolar.
Para utilizar a ferramenta, basta acessar o site, preencher um formulário simples com os detalhes do caso e enviar as informações, que serão encaminhadas diretamente à equipe pedagógica para a adoção das medidas necessárias. “Sabemos que muitos estudantes têm medo ou vergonha de falar pessoalmente com os professores ou a equipe pedagógica sobre os casos ocorridos. Mas pelo aplicativo, essa barreira cai. Ninguém precisa se identificar e pode contar tudo com segurança”, explicou a coordenadora Michelle Ferreira Bóbbo.
O Tellon já foi disponibilizado como uma ferramenta teste junto a duas turmas do próprio Colégio Estadual Luzia Garcia Villar, em Barbosa Ferraz. Com os aprendizados obtidos na imersão final da Maratona e os recursos da premiação, o grupo pretende aprimorar o projeto e expandi-lo para outras instituições de ensino.
“Foi uma experiência muito diferente. Não esperava nada do que aconteceu ali. Adorei as mentorias e os locais por onde passamos. Mas o principal destaque foi mesmo o trabalho em grupo que fizemos e que se fortaleceu ainda mais”, celebrou o estudante Miguel Pivovar, de 14 anos. Mais detalhes




























































































































































































































