
A Polícia Civil de Jandaia do Sul prendeu nesta terça-feira, 09 de dezembro, o morador de Marumbi suspeito de matar a esposa a golpes de barra de ferro na manhã de domingo (7), em um crime que chocou a região. A vítima, Bárbara, foi assassinada na zona rural do município após uma discussão motivada por ciúmes. O caso também deixou dois irmãos dela feridos, um deles em estado grave.
Segundo o delegado Saulo Batista, responsável pela investigação, o crime aconteceu quando o casal retornava de uma festa, acompanhado pelos dois irmãos da vítima em um VW Gol. Durante o trajeto, o autor iniciou agressões dentro do carro. Na tentativa de escapar, Bárbara puxou o volante, fazendo com que o veículo saísse da estrada e parasse em uma área de mata. Foi nesse momento que o agressor desceu do carro e desferiu golpes violentos com um tubo de ferro, desfigurando o rosto da esposa. Os irmãos tentaram defendê-la e também foram atacados. Um deles permanece internado na UTI.
O delegado destacou que a Polícia Civil atuou de forma contínua desde o momento do crime. A equipe permaneceu de prontidão desde domingo, reunindo informações e monitorando possíveis rotas de fuga. No fim da tarde de segunda-feira, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva após representação imediata apresentada pela Polícia Civil. Em seguida, a equipe recebeu informações sobre a presença do suspeito no centro de Jandaia do Sul.
“Realizamos o cerco, fizemos a abordagem ao veículo em que ele estava e efetuamos a prisão. Foi uma resposta muito rápida, resultado do empenho de toda a equipe e da pronta atuação do Ministério Público e do Judiciário”, afirmou Saulo Batista.
O delegado informou que o inquérito segue em andamento e que ainda serão realizados exames periciais e diligências complementares. O caso é investigado como feminicídio e duas tentativas de homicídio. A polícia também aguarda laudo que pode confirmar suspeita de que a vítima estava grávida, o que agravaria ainda mais a pena.
Segundo Batista, a prisão demonstra o compromisso da Polícia Civil no combate à violência doméstica e à violência contra a mulher. “É um crime grave, com pena que pode chegar a 40 anos, e que ganha contornos ainda mais severos diante das circunstâncias. Nosso papel é dar uma resposta rápida e efetiva para que casos como esse não fiquem impunes”, finalizou.


























































































































































































































