Morador de Jardim Alegre diz que também caiu no golpe ao comprar motocicleta na Kaito de Ivaiporã

Um morador de Jardim Alegre procurou a reportagem do Blog do Berimbau e afirmou que também foi vítima de um suposto estelionato envolvendo a negociação de motocicletas ligadas à loja Kaito Motos, em Ivaiporã.

Segundo Antônio Marcos Diniz, ele investiu aproximadamente R$ 50 mil na compra de duas motocicletas, sendo uma avaliada em cerca de R$ 21 mil e outra em torno de R$ 28 mil. Ele relatou que realizava pagamentos frequentes acreditando estar quitando os veículos, porém descobriu, por meio da reportagem, que os valores não estavam sendo repassados corretamente.

De acordo com o morador, ele chegou a receber e utilizar uma das motos, mas só percebeu a situação e ao procurar a loja para revisão, a empresa também não o informou sobre pendências. “Fiquei sabendo pelo seu blog. Eu já fazia mais de um ano que estava pagando e a pessoa e ela não repassava o dinheiro para a empresa”, afirmou.

Antônio também relatou que, em diversos momentos, solicitava boletos atualizados, mas era orientado a realizar transferências diretas para a funcionária. “Ela falava para mandar o dinheiro direto, que não teria juros, e dizia que pagaria para a loja”, contou.

O morador destacou ainda que toda a negociação foi feita dentro do estabelecimento, o que reforçou sua confiança. “Eu não comprei fora, comprei dentro da loja. A minha confiança foi na empresa”, disse. Ele também questiona a falta de fiscalização interna e afirma que pretende buscar seus direitos na Justiça.

Antônio informou que irá registrar boletim de ocorrência e já busca apoio jurídico, destacando que há outras pessoas na mesma situação. “Tem muita gente lesada. Se todo mundo se unir com um único advogado, a ação se torna coletiva”, afirmou.

O caso se soma a outras denúncias já registradas recentemente e segue sendo investigado pela Polícia Civil de Ivaiporã. O delegado Dr. Erlon, disse neste dfia 19 de março, que já eram mais de 20 pessoas supostamente lesadas. A Kaito informou que não tinha conhecimento e está denunciando a funcionária, que foi demitida.

RESPOSTA – A defesa da ex-funcionaria, representada pela advogada criminalista Thais Lima, nega às acusações e esclarece que a investigada não encontra-se presa. Destaca que o inquérito policial, que é o procedimento investigativo, ainda está em andamento e segue sob sigilo. No momento oportuno, todos os fatos serão devidamente esclarecidos, razão em que, restará comprovada a inocência da investigada.

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