Morreu o cantor Lindomar Castilho, conhecido nacionalmente como o Rei do Bolero

Morreu neste sábado, dia 20 de dezembro de 2025, aos 85 anos, o cantor Lindomar Castilho, conhecido nacionalmente como o Rei do Bolero. A morte foi confirmada pela filha, a coreógrafa Lili de Grammont, por meio de publicação nas redes sociais. A causa do óbito não foi divulgada.

Ícone da música brega e romântica brasileira, Lindomar marcou época principalmente nas décadas de 1960 e 1970, quando se tornou um dos maiores vendedores de discos do país. Sua voz intensa e interpretação dramática embalaram boleros e sambas-canção que fizeram sucesso em rádios de todo o Brasil e também no exterior.

Entre as músicas mais conhecidas estão “Você É Doida Demais”, que se tornou tema de abertura da série Os Normais, além de “Vou Rifar Meu Coração” e outros clássicos do gênero romântico.

Nascido em 1940, na cidade de Rio Verde, Lindomar Cabral, nome de batismo do artista, lançou seu primeiro álbum em 1962 e rapidamente ganhou espaço no cenário musical. No auge da carreira, seus discos também foram lançados nos Estados Unidos.

Apesar do sucesso artístico, a trajetória de Lindomar Castilho ficou marcada por um crime que chocou o país. Em 1981, ele assassinou a tiros a ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, durante uma apresentação em São Paulo. O crime é considerado um dos casos de feminicídio mais emblemáticos da história recente do Brasil.

O cantor foi preso em flagrante e, após julgamento em júri popular, condenado a 12 anos de prisão. Ele cumpriu parte da pena e deixou o sistema prisional na década de 1990, passando a viver longe dos holofotes.

Em sua despedida pública, Lili de Grammont fez um desabafo reflexivo, afirmando que, ao tirar a vida de sua mãe, Lindomar também “morreu em vida”, ressaltando as marcas deixadas pela violência em toda a família.

Lindomar Castilho deixa um legado musical que marcou gerações, mas também uma história que reforça a importância do combate à violência contra a mulher e da memória sobre crimes que não podem ser esquecidos.