
BERIMBALADAS – Moradores de algumas cidades da região, como Borrazópolis, Faxinal e Apucarana, atendidas pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Ivaí e Região (CISVIR) têm procurado a reportagem para relatar complicações após a realização de implantes dentários oferecidos pelo consórcio. Segundo denúncias, vários pacientes precisaram até remover os implantes devido a quadros de infecção.
As queixas apontam para a possibilidade de problemas na prótese colocada sobre o implante ou na condição bucal do paciente no momento do procedimento. Alguns usuários questionam a qualidade do material utilizado.
A reportagem ouviu profissionais da área que tem acompanhando o programa de implantes do CISVIR, para tentar entender a situação. Um cirurgião-dentista ouvido pela reportagem, que preferiu não se identificar, explicou que muitos casos de perda de implante podem estar ligados à falta de indicação adequada ou à higienização insuficiente após o procedimento.
Segundo ele, nem todo paciente tem condições clínicas ideais para receber um implante. “Para colocar implante, a pessoa precisa ter uma condição bucal ótima, tanto na gengiva como na escovação do dia a dia. Mesmo quem não tem mais dentes precisa ter disciplina para manter os cuidados após a instalação”, afirmou.
O profissional ainda relatou que a colocação do implante exige manutenção periódica, geralmente a cada seis meses, para evitar infecções como a peri-implantite — inflamação que compromete o osso e pode fazer com que o implante se solte espontaneamente. “A maioria das falhas não está no implante, mas no acúmulo de resíduos e na falta de acompanhamento. O projeto é bom, mas precisa de triagem rigorosa. Pacientes sem boa higiene bucal não devem receber implante até melhorar a condição local”, explicou. Portanto, o Cisvir deveria investir na conscientização e orientação dos pacientes, e não simplesmente autorizar a colocação do implante, já que o dinheiro utilizado, é publico.
Ele reforçou que o modelo utilizado pelo CISVIR é de uma marca reconhecida no mercado e que não vê problemas no material em si. “O implante é bom. A grande questão é a prótese, que parece não ser de boa qualidade, e a manutenção. Se a higienização não for rigorosa, o paciente perde o implante.”
Nossa reportagem solicitou explicações para a direção do CISVIR, que tem como presidente, o prefeito de Arapongas, Rafael Cita. Foram enviadas mensagens via WhatsApp, como também ligamos no telefone de contato, mas até a publicação da reportagem, não obtivemos resposta. O Blog do Berimbau continua acompanhando.

























































































































































































































