POLÊMICA – Mais cinco vereadores de Godoy Moreira voltam a Brasília com altas diárias

BERIMBALADAS – FARRA DAS DIÁRIAS

A Câmara Municipal de Godoy Moreira voltou a ser alvo de críticas após novos gastos com diárias de vereadores para viagens a Brasília. Mesmo após questionamentos recentes, somente no mês de março os valores já somam mais de R$ 65 mil em recursos públicos destinados a deslocamentos oficiais.

Entre os dias 3 e 6 de março, oito vereadores participaram de uma viagem à capital federal, com custo individual superior a R$ 5 mil, totalizando cerca de R$ 40 mil. Na primeira viagem, foram: Luiz Aparecido Moreira; Almir Soares da Silva; Carlos Moreira; Edson Calixto de Andrade; Valdecir Martins; Osmar Batista dos Santos Neto; Cristiano Prestes de Macedo e Altamiro de Oliveira.

Já entre os dias 22 e 26 de março, outros cinco parlamentares voltaram a Brasília para participação em um encontro de lideranças, gerando novo gasto de aproximadamente R$ 25 mil. Portanto, o vereador que repetiu a viagem, está gerando um gasto de mais de 10 mil cada, somente neste mês.

Entre os nomes que participaram das viagens estão Cristiano Prestes de Macedo (presidente da Câmara), Valdecir Martins, Almir Soares da Silva, Edson Calixto de Andrade e Carlos Moreira, todos com diárias semelhantes, conforme os registros oficiais. A situação chama ainda mais atenção devido a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado anteriormente com o Ministério Público, após denúncias do Blog do Berimbau. Na ocasião, ficou acordado um limite de 11 diárias por vereador, o que, segundo apontamentos, estaria sendo contornado com viagens concentradas e valores elevados.

Outro ponto que gerou repercussão foi o cancelamento da sessão da Câmara por falta de quórum, já que os vereadores estavam em viagem. A informação repassada é de que a sessão foi remarcada para sexta-feira, após o retorno dos parlamentares. Os vereadores negam irregularidades e defendem que as viagens são necessárias. Segundo eles, os deslocamentos têm como objetivo buscar recursos, apresentar demandas e garantir emendas parlamentares para o município.

Apesar das justificativas, moradores questionam a frequência das viagens e o impacto financeiro, especialmente em um município de pequeno porte, reacendendo o debate sobre transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público. Clique aqui para rever a matéria da primeira viagem