Delegado de Faxinal fala da prisão do acusado de matar trabalhador a foiçadas em Rosário do Ivaí

Na manhã desta quinta-feira dia, 22 de janeiro, a Polícia Civil de Faxinal, delegado Ricardo Mendes, deu fiel cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Grandes Rios em desfavor de G.M.L., 56, suspeito do homicídio de Roberto Cornélio de Almeida, 39, ocorrido na manhã do último dia 16 de janeiro de 2026, na estrada Urutu 2, zona rural de Rosário do Ivaí.

A motivação estaria ligada ao fato de a vítima estar prestando serviços de roçagem em um sítio que é objeto de disputa judicial entre autor e sua ex-esposa.

Em sua versão dos fatos, o autor alega que passava diariamente pelo local para cuidar de seus animais que estariam na propriedade vizinha. Afirma que, dias antes, percebeu que Roberto o estava seguindo e que no dia e hora do crime, ao passar pela porteira, Roberto estaria abrindo o cadeado, momento em que teria virado-se para ele e dito: “Ao invés de você estar preso, você vai estar é morto”, levando a mão ao cabo de uma foice que estava na garupa da moto.

Nesse momento Gilberto M. L, que já portava uma foice para trabalhar com os animais, reagiu desferindo golpes contra Roberto, admitindo ter desferido “mais de três” golpes, mas não soube precisar a quantidade exata. Após o ocorrido, ele pegou suas marmitas e se escondeu na mata, permanecendo lá até a noite de domingo, quando procurou sua família. Enfatizou diversas vezes sentir medo devido a um episódio anterior em que fora vítima de uma emboscada no município de Ortigueira, atribuindo o atentado à sua ex-esposa, o que o deixou em constante estado de alerta.

Segundo o delegado, a versão do autor sobre a dinâmica dos fatos não se sustenta porque que as foices de Roberto estavam presas à motocicleta e ele, no momento da agressão, estaria em pé em frente a porteira de acesso à propriedade, abrindo o cadeado quando foi surpreendido, portanto, afastado da moto não podendo realizar a duas atividades ao mesmo tempo. Outro detalhe, estava de capacete, o que certamente prejudicou sua visão periférica não percebendo a aproximação de seu algoz.

Além disso, segundo da Polícia Civil, o local onde Gilberto supostamente estaria trabalhando com a foice e onde esta foi localizada, dá uma distância aproximadamente 300 metros, o que indica, segundo o delegado, sem sombra de dúvidas, sua intenção de atacar a vítima. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, será apresentado à autoridade judiciária competente e passará por audiência de custódia, conforme determina a legislação. As investigações prosseguem visando findar as diligências necessárias ao esclarecimento da conduta do envolvido na ação criminosa. A reportagem consta com os nomes, os quais foram apurados pela nossa reportagem, já que a nota da PC, não constava a identificação, apenas iniciais. Clique aqui para rever a primeira matéria publicada sobre o homicídio. (No link de vídeo, entrevista com o delegado)