


A decisão da Viação Garcia de encerrar a operação da linha entre Jandaia do Sul e Borrazópolis, passando pelas cidades de Marumbi, Kaloré e Borrazópolis, tem causado forte repercussão em toda a região. O serviço será paralisado a partir do deste dia 16 de abril, conforme comunicado oficial da empresa, que alega baixa demanda e prejuízo na operação.
O tema ganhou destaque após manifestações de usuários e lideranças políticas. Em entrevista ao Blog do Berimbau e Rádio Nova Era FM, o vereador Guilherme Carlini Fantin, de Marumbi, destacou que a preocupação é regional, já que a linha atende diversas cidades e é essencial para trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem do transporte para acessar serviços, principalmente em Jandaia do Sul. Segundo ele, cerca de 54% dos passageiros da linha são de Marumbi, o que mostra o impacto direto no município .
Ainda conforme o vereador, a situação já vinha sendo discutida desde o ano passado, quando usuários cobraram melhorias, como novos horários. Diante do anúncio de encerramento, os vereadores Guilherme e Roberto Salomão buscaram apoio junto ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e ao Ministério Público de Jandaia, mas até o momento não houve reversão da decisão. Fantin ressalta que, apesar de compreender a posição da empresa, é necessário encontrar uma solução para não deixar a população desassistida. Em Kaloré e Borrazópolis, as Câmaras Municipais também decidiram oficializar órgãos públicos e a empresa na tentativa de buscar uma solução.
Tivemos acesso a um documento do DER, confirmando que já foi aberto o Aviso nº 020/2026 convocando empresas interessadas em assumir a linha em caráter provisório, até a realização de nova licitação. O documento informa que a própria Viação Garcia solicitou a desistência da operação e estabelece regras para que novas empresas possam assumir o trajeto, não só Jandaia a Borrazópois, mas de Jandaia a Ivaiporã, passando também por Dinizópolis (Cruzmaltina), Lidianópolis e Jardim Alegre, que possui cerca de 108 quilômetros .
No entanto, há dificuldade em atrair novas empresas, justamente pela baixa rentabilidade da linha. Diante disso, uma das alternativas discutidas é a união entre os municípios para subsidiar o transporte, em modelo de parceria público-privada, garantindo a continuidade do serviço.
Em cidades como Borrazópolis e Kaloré, moradores também demonstraram preocupação com o fim da linha, já que muitos utilizam o ônibus para trabalho, estudos, consultas médicas e outras necessidades. Algumas sugestões já surgem, como a criação de transporte municipal em dias específicos ou a busca por soluções regionais em conjunto.
A expectativa agora é por um posicionamento rápido das autoridades e possíveis interessados, já que o prazo para o encerramento da linha chegou e isto aumenta a pressão por uma solução que atenda toda a população do Vale do Ivaí. Nossa reportagem vai continuar acompanhando a polêmica.















































































































































































































