CAMBIRA – Município está a apenas sete habitantes de faixa que pode aumentar repasse do FPM

A Prefeitura de Cambira apresentou ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um dossiê técnico solicitando uma análise da estimativa populacional do município. A medida ganha importância porque Cambira aparece com 10.182 habitantes na estimativa de 2026, apenas sete moradores abaixo da faixa populacional seguinte utilizada no cálculo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

A prefeita Ana Lúcia de Oliveira e o secretário municipal de Fazenda, Guilherme Augusto Caldini, estiveram na representação estadual do IBGE, em Curitiba, na quinta-feira, 17 de setembro. Eles apresentaram informações das áreas de saúde, educação, infraestrutura, expansão urbana e outros indicadores que, segundo a Prefeitura, ajudam a demonstrar a atual realidade populacional do município.

Pelos números apresentados pela administração, Cambira passou de uma estimativa de 10.045 para 10.182 habitantes. Atualmente, municípios com até 10.188 habitantes estão na faixa do coeficiente 0,6 do FPM. A partir de 10.189 habitantes, a faixa passa para o coeficiente 0,8.

Por isso, apenas sete habitantes separam Cambira desse próximo patamar. Uma eventual mudança, no entanto, dependerá da análise técnica dos dados e dos procedimentos dos órgãos responsáveis pela definição dos coeficientes.

Entre as informações reunidas no dossiê estão mais de 13 mil cadastros ativos no sistema da Autarquia Municipal de Saúde e uma projeção de mais de 44 mil consultas realizadas pela rede municipal até o final de 2026.

Na Educação, o levantamento considera mais de 1.800 estudantes atendidos pelas redes municipal e estadual e pela APAE. Também foram apresentados dados sobre novas ligações de energia elétrica, novas economias de água, expansão imobiliária, registros de nascimento e aprovação de novos loteamentos. Segundo a Prefeitura, os empreendimentos já aprovados representam mais de 800 novos lotes.

Outro ponto apresentado ao IBGE envolve os limites territoriais entre Cambira e Jandaia do Sul. A área técnica municipal identificou pontos que, segundo a Prefeitura, merecem uma análise cartográfica mais detalhada para verificar se eventuais divergências territoriais podem interferir na vinculação estatística de moradores próximos à divisa.

A questão também tem reflexos financeiros. Conforme estimativa feita pela Prefeitura, caso uma eventual revisão populacional resulte na mudança do coeficiente do FPM de 0,6 para 0,8, Cambira poderia receber aproximadamente R$ 500 mil a mais por mês, chegando a cerca de R$ 6 milhões por ano. O valor é uma projeção da administração municipal e o repasse efetivo depende das regras e cálculos aplicados ao Fundo.

O secretário Guilherme Caldini afirmou que o município busca demonstrar, por meio de dados técnicos, o crescimento observado nos últimos anos. A prefeita Ana Lúcia também destacou que a documentação foi preparada por diferentes setores da administração para oferecer ao IBGE um retrato mais amplo da realidade local.

Agora, a Prefeitura aguarda a avaliação técnica do Instituto sobre as informações apresentadas no dossiê.