BERIMBALADAS
Enquanto vereadores da Câmara Municipal de Cambira cumpriam agenda em Brasília na última semana, um assunto continua repercutindo fortemente entre os moradores do município: o processo envolvendo o vereador José Carlos dos Santos, do PRD, conhecido “Carlinhos do Sete de Maio”, acusado de agredir um servidor público municipal, segue sem definição e tem gerado críticas pela demora no andamento.
Nossa reportagem, Blog do Berimbau, teve acesso a um vídeo que integra um boletim de ocorrência registrado após o episódio. O caso aconteceu no pátio do almoxarifado municipal, durante o horário de expediente. Conforme informações apuradas na época, o servidor Jorge Donato estaria exercendo normalmente suas funções quando ocorreu a suposta agressão.
O episódio causou forte repercussão em Cambira e, naquele momento, havia expectativa de uma resposta rápida por parte do Legislativo Municipal. A própria Câmara divulgou nota oficial repudiando qualquer forma de violência e afirmando que tomaria “as providências cabíveis no âmbito administrativo e legislativo”, além de reforçar o compromisso com a ética, o respeito institucional e a possível apuração por quebra de decoro parlamentar.
No entanto, passadas semanas desde o ocorrido, moradores questionam a lentidão no andamento do processo. Nos bastidores, comentários apontam que a apuração estaria caminhando “a passos de tartaruga”, aumentando ainda mais a cobrança popular por uma definição.
Outro ponto que chamou atenção foi a mudança de postura do vereador. Em entrevistas concedidas anteriormente, ele teria afirmado que não se arrependia do ocorrido. Já na última sessão da Câmara, o parlamentar apareceu emocionado, chorou e disse estar arrependido do que aconteceu. Para parte da população, a atitude seria uma tentativa de sensibilizar colegas vereadores e evitar uma possível cassação.
A população agora aguarda os próximos desdobramentos e cobra que o caso seja conduzido com transparência, responsabilidade e imparcialidade, independentemente de posicionamentos políticos. Entre os questionamentos feitos por moradores está a preocupação com a imagem passada à sociedade caso não haja punição diante de uma acusação de agressão contra um servidor público em exercício da função.
































































































































































































































