


Nesta terça-feira, dia 09 de junho, nossa Coluna Social, tem a honra de homenagear ela, que celebra mais um ano de vida, senhora Lúbia Bulek Dzis, uma mulher de história admirável, exemplo de coragem, trabalho e dedicação à família e à comunidade de Borrazópolis.
Nascida em 1936, na Serra do Tigre, município de Mallet (PR), Dona Lúbia é filha caçula de Niketa Bulek e Catarina Moróz, imigrantes nascidos em Kiev, na Ucrânia. Ao todo, são 18 irmãos: Eva, João, Pedro, Miguel, Catarina, Maria, Ana, Paula, Melânia, Valdomiro, Basílio, Niketa, Joaquim, Paulina, Josefa Elizabeth, Nicolau, Nádia e Lúbia.
A família veio para o Brasil juntamente com outros imigrantes, fugindo dos conflitos da Segunda Guerra Mundial, em busca de um futuro melhor para seus filhos. Dona Lúbia relembra que, entre os anos de 1930 e 1945, durante o governo de Getúlio Vargas, era proibido falar idiomas estrangeiros nas escolas. Foi nesse período que aprendeu a língua portuguesa juntamente com os demais alunos.
Seu esposo, Estanislau Dzis, nasceu em Joaquim Távora (PR), também filho de imigrantes ucranianos, Pedro Dzis e Maria Dzis. Alfaiate de profissão, veio trabalhar em Apucarana e, em 1959, conheceu Dona Lúbia. Ela tinha 23 anos e ele 34. Estanislau encontrou em Lúbia o grande amor de sua vida. Após alguns encontros, casaram-se no mesmo ano e vieram morar em Borrazópolis.
Da união nasceram quatro filhos: Sonia Maria, Celso José, Luiz Augusto e Cristiane Aparecida ( in memorian). Seu irmão, Pedro Bulek, foi o responsável pela construção do Cine Teatro São Pedro, que durante muitos anos foi o principal ponto de diversão e encontro da cidade.
Dona Lúbia também trabalhou por algum tempo no cinema e no clube do irmão Pedro, Em 1959, ao lado do esposo, fundou a tradicional Casa Branca, uma empresa que marcou época em Borrazópolis. O estabelecimento oferecia enorme variedade de produtos, entre armarinhos, aviamentos, materiais escolares, brinquedos, chapéus, louças, presentes e miudezas em geral, sendo especialmente movimentado pelos estudantes da cidade.
Com o falecimento de Estanislau, em 2011, a loja ainda permaneceu aberta por algum tempo, encerrando posteriormente suas atividades, mas deixando lembranças e saudades em gerações de clientes e amigos. Hoje, aos 90 anos de idade, Dona Lúbia continua muito lúcida e cheia de sabedoria. Aos jovens, deixa um conselho valioso: colocar o livro em primeiro lugar, estudar muito e saber utilizar a internet com discernimento, pois, segundo ela, “a internet é muito importante, mas há muita coisa que deve ser descartada, enquanto o livro sempre será a maior fonte de conhecimento e cultura para a vida”.
Parabéns e que a Dona Lúbia continue inspirando muitas gerações com sua força, simplicidade e amor pela educação e pela família. (A homenagem é dos familiares e da Associação Cultural Professor Francisco Joel de Souza)





























































































































































































































