
O Tribunal do Júri da Comarca de Grandes Rios condenou, nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, Gilberto M. L., de 56 anos, a 28 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado de Roberto Cornélio de Almeida, de 39 anos. O crime, que teve grande repercussão regional, aconteceu em janeiro deste ano, na zona rural de Rosário do Ivaí. A sessão de julgamento começou às 9 horas da manhã, no Fórum de Grandes Rios, e se estendeu durante todo o dia, sendo encerrada somente quando já era noite.
O julgamento foi presidido pelo juiz Dr. Felipe de Souza Pereira, com atuação do promotor de Justiça Dr. Pedro Henrique Teixeira Castelan, representando o Ministério Público. A defesa do réu ficou sob responsabilidade dos advogados Maria Claudia de Araújo Coimbra e Otávio Takao Fujimoto. Após a apresentação dos argumentos e a análise do caso, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal do acusado pelo homicídio triplamente qualificado, resultando na condenação a 28 anos de prisão. A informação sobre o resultado foi confirmada à reportagem do Blog do Berimbau pelo Cartório Criminal de Grandes Rios.
RELEMBRE O CRIME – O homicídio ocorreu na manhã de 16 de janeiro de 2026, na Estrada Urutu 2, em Rosário do Ivaí. Roberto Cornélio de Almeida realizava serviços de roçagem em uma propriedade rural quando foi morto com golpes de foice. Conforme as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Faxinal, sob responsabilidade do delegado Ricardo Mendes, a possível motivação estaria relacionada a uma disputa judicial envolvendo um sítio entre Gilberto e sua ex-esposa.
Durante a investigação, o acusado apresentou sua versão, alegando que costumava passar diariamente pela região para cuidar de animais em uma propriedade vizinha. Segundo ele, Roberto estaria acompanhando seus movimentos havia alguns dias e, na manhã do crime, teria feito uma ameaça de morte enquanto abria o cadeado de uma porteira, levando a mão em direção a uma foice presa à motocicleta. Gilberto afirmou que reagiu utilizando outra foice que carregava, admitindo ter desferido mais de três golpes contra a vítima.
Entretanto, a Polícia Civil contestou essa versão. Na época, o delegado Ricardo Mendes explicou que os elementos levantados indicavam que Roberto estava diante da porteira, abrindo o cadeado, enquanto suas foices permaneciam presas à motocicleta. A vítima também utilizava capacete, circunstância que poderia ter dificultado sua percepção da aproximação do agressor. Outro ponto destacado na investigação foi a distância aproximada de 300 metros entre o local onde o acusado alegava estar trabalhando e o ponto onde a arma utilizada no crime foi localizada.
Após o homicídio, Gilberto deixou o local e permaneceu escondido em uma área de mata, conforme relatou posteriormente à polícia. No dia 22 de janeiro, a Polícia Civil de Faxinal cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Grandes Rios. O processo teve seu julgamento pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira, culminando na condenação do réu a 28 anos de prisão. (Rever matéria do crime)



































































































































































































































