LIDIANÓPOLIS – Primeiro jogo da final do Amador termina em atraso do Dom Romeu e partida não realizada

(Imagem da TV do Vale)

O primeiro jogo da final do 17º Campeonato Amador Regional do Vale do Ivaí, entre AE Lidianópolis e Dom Romeu, de Apucarana, terminou sem a bola rolar neste domingo (27 de setembro), no Estádio Juvenal Bento Alves, em Lidianópolis. O que estava preparado para ser uma grande festa do futebol regional acabou marcado por atraso, W.O., discussões e momentos de tensão que exigiram a intervenção da Polícia Militar.

Antes da partida, a expectativa era de casa cheia e de um confronto equilibrado. Crianças estavam preparadas para participar do protocolo de abertura, com entrada das bandeiras, execução do Hino Nacional e demais atividades organizadas para a decisão. As duas equipes haviam realizado boa campanha e chegavam à final com expectativa de decidir o título em dois confrontos.

O problema começou antes de a bola rolar. Conforme informado pelo próprio técnico do Dom Romeu durante a transmissão da TV do Vale, o uniforme da equipe estava sendo transportado em outro veículo, que teria apresentado problema durante o deslocamento. Por esse motivo, os jogadores não estavam devidamente uniformizados no horário previsto para o início da partida.

A arbitragem aguardou além do horário estabelecido. Em entrevista durante a transmissão, o próprio árbitro explicou que o jogo estava previsto para começar às 15 horas, com tolerância inicialmente prevista até 15h15. Segundo ele, a partida foi oficialmente encerrada por volta das 15h40, depois de a equipe visitante não reunir as condições necessárias para iniciar o confronto.

Com isso, o árbitro caracterizou o W.O. e informou que não haveria mais partida naquele domingo. A definição sobre as consequências do resultado e a aplicação do regulamento, entretanto, cabe à organização do Campeonato Amador Regional. Depois da decisão da arbitragem, integrantes do Dom Romeu chegaram ao gramado já uniformizados e houve tentativa de discussão sobre a possibilidade de realização da partida. O Lidianópolis, por sua vez, já havia começado a deixar o campo após a decisão oficial do árbitro.

A situação ficou ainda mais tensa nos minutos seguintes. Houve discussões envolvendo integrantes das equipes e torcedores nas proximidades dos vestiários, sendo necessária a atuação da Polícia Militar para controlar os ânimos. Durante a transmissão também foi relatado o uso de spray de pimenta em meio à confusão.

Nesta segunda-feira (28), a diretoria da AE Lidianópolis divulgou nota oficial apresentando sua versão sobre os acontecimentos. O clube afirma que aceitou aguardar para que o jogo pudesse acontecer e sustenta que não buscou a aplicação imediata do W.O. Segundo a nota, a intenção era que a final fosse decidida dentro de campo.

Ainda de acordo com o posicionamento do Lidianópolis, durante a espera teriam ocorrido ofensas, ameaças e episódios de agressividade envolvendo integrantes da equipe adversária. A diretoria afirma que, diante desse cenário, deixou a decisão sobre a continuidade da partida exclusivamente nas mãos da arbitragem, que posteriormente confirmou o W.O.

A AE Lidianópolis também solicitou formalmente à Escola do Esporte Ltda./Liga de Futebol Amadora de Pitanga, responsável pela organização da competição, que todos os acontecimentos sejam analisados com “seriedade, responsabilidade e imparcialidade”.

O organizador da competição, Luiz Carlos Pereira (Chocolate), informou que não foi W.O., porque não houve ausência dos jogadores, mas sim um descumprimento do regulamento, por falta de uniforme. Neste caso, segundo ele, o jogo pode ser anulado e Lidianópolis vai para o jogo de volta, em Apucarana, mas esta decisão final só deve sair após o julgamento, que ainda está sendo realizado.