Professor perde R$ 5,5 mil em golpe em Godoy Moreira e Polícia Civil indicia mulher por ceder “conta laranja”

A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de São João do Ivaí, concluiu um inquérito que investigava um golpe eletrônico praticado contra um professor de Godoy Moreira. A delegada Kethilin Iurino, sempre muito eficiente, juntamente com sua equipe, informou que uma mulher foi identificada e indiciada por estelionato mediante fraude eletrônica, por supostamente ter cedido uma “conta laranja” utilizada para receber o dinheiro obtido no golpe.

Segundo a investigação, o professor iniciou conversas em uma rede social com um perfil que se apresentava como sendo de uma pessoa menor de idade. Posteriormente, um suposto advogado entrou em contato alegando que a família teria descoberto a troca de mensagens e fotos íntimas.

A partir daí, a vítima passou a sofrer chantagens. O golpista exigiu dinheiro sob ameaça de realizar uma denúncia por “pedofilia” e também alegou que seria necessário ressarcir um celular ou notebook que teria sido quebrado pelo suposto menor durante uma crise psicológica.

Pressionado pelas ameaças, o professor realizou uma transferência via Pix no valor de R$ 5.520. A Polícia Civil rastreou o dinheiro e identificou que a quantia havia sido creditada em uma conta do Mercado Pago vinculada ao CPF da mulher investigada. Durante as diligências, a polícia verificou que a chave Pix havia sido criada recentemente. Em interrogatório, a suspeita alegou desconhecer a transferência e afirmou não ter acesso à conta, embora tenha admitido que ela própria havia criado o cadastro. Conforme a investigação, ela também se recusou a apresentar extratos bancários que pudessem comprovar que não havia recebido o dinheiro.

A Polícia Civil conseguiu autorização judicial para o afastamento do sigilo bancário e, a partir da documentação fornecida pela instituição financeira, confirmou que os R$ 5.520 enviados pelo professor foram depositados na conta da investigada. Com os elementos reunidos, a mulher foi indiciada e o inquérito concluído.

Segundo a delegada Kethilin Iurino, durante o interrogatório a investigada chegou a questionar por que a vítima teria realizado a transferência caso soubesse que poderia se tratar de um golpe. A Polícia Civil ressaltou, porém, que a responsabilidade pela prática criminosa não deve ser atribuída à vítima e reforçou a importância da prevenção diante das diferentes modalidades de fraudes digitais.

Para auxiliar a população, a Polícia Civil disponibiliza uma cartilha com informações sobre os principais tipos de golpes e orientações para evitar prejuízos. Acesse aqui a Cartilha de Golpes da Polícia Civil do Paraná