BORRAZÓPOLIS – Mutuários reclamam de problemas em obra do Conjunto Pôr do Sol II

Moradores contemplados com casas no Conjunto Pôr do Sol II, em Borrazópolis, procuraram o Blog do Berimbau para reclamar de problemas relacionados à execução da obra e demonstrar preocupação com a situação do terreno onde as residências estão sendo construídas.

Segundo um dos mutuários, que pediu para não ter o nome divulgado, há indignação entre várias famílias devido à forma como o projeto vem sendo conduzido. O principal questionamento envolve grandes barrancos e morros de terra deixados próximos das residências, especialmente na área de fundo da APAE.

De acordo com o relato, em alguns pontos o desnível ultrapassa cerca de três metros de altura, gerando preocupação quanto à segurança futura dos moradores. O mutuário destacou ainda que as casas não são gratuitas e que os beneficiários terão financiamento por até 30 anos, motivo pelo qual pedem mais atenção e responsabilidade na execução da obra.

“Nós estamos preocupados porque ninguém se pronunciou sobre esses morros de terra e os riscos que isso pode trazer no futuro”, relatou. Nossa reportagem conversou com o prefeito Adilson Lucchetti, o Didi, que afirmou já ter constatado a situação em alguns pontos do conjunto habitacional. Segundo o prefeito, o projeto foi aprovado e assinado ainda na gestão anterior, inclusive com anuência dos mutuários. Ele explicou que, conforme o padrão previsto nesse tipo de empreendimento, as casas foram projetadas sem muros ou com apenas pequenas contenções, sendo previsto no contrato basicamente o plantio de grama nas áreas externas.

No entanto, o prefeito reconheceu que o terreno possui forte declive e entende que alguns pontos necessitariam de contenção mais adequada. “Não foi essa gestão que assinou o contrato, e a empresa tem obrigação de executar o que está no projeto. Mas, de qualquer forma, estamos conversando com a empresa para tentar achar uma solução, pois se assim persistir, após a entrega oficial das casas, poderá restar transtorno e prejuízo tanto para os mutuários quanto para a prefeitura”, afirmou Didi.

Mais tarde, o dono da empresa, empresário Marcos, falou com a prefeitura dizendo que tudo será consertado e as medidas necessárias serão tomadas até a entrega aos mutuários. Também que está a disposição para outros esclarecimentos.