

Acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Medicina da Fatec Ivaiporã estiveram no Lar Santo Antônio, na quarta-feira, dia 22 de abril, e levaram acolhimento por meio do projeto de extensão RISO (Riso Inspira Saúde e Otimismo), coordenado pelas professoras Mariana Sismeiro (Medicina) e Tatiane Borzuk (Enfermagem).
Criado em 2025, o projeto RISO é desenvolvido mediante capacitação específica em palhaçaria e comunicação em ambientes de saúde. Caracterizados como palhaços, os acadêmicos interagiram com os idosos por intermédio da música, brincadeiras e conversas. A atividade chama atenção pela simplicidade e humanização na saúde com foco na escuta, vínculo e na presença.
Segundo Mariana Sismeiro, a iniciativa vai além do entretenimento. “A palavra que resume o projeto é acolhimento. Trabalhamos com pessoas em situação de fragilidade e levamos o RISO como uma forma de cuidado. Pode parecer leve. Mas é algo sério, que exige preparo e sensibilidade”, afirmou a professora.
As visitas são planejadas de acordo com cada público e ocorrem ao longo do ano em hospitais, instituições de longa permanência, abrigos e centros de apoio. No Lar Santo Antônio, a recepção foi imediata. Alguns idosos acompanharam as músicas e dançaram, enquanto outros preferiram apenas observar. Em comum, o ambiente mais leve.
Parece simples
Para a acadêmica de Medicina Ismila Cividini – (Drª Ismailove), a experiência tem impacto na formação. “Cantamos, dançamos e brincamos. Parece simples. Mas quando arrancamos o sorriso de alguém que passa por um momento difícil – mudamos também”, garantiu Ismila Cividini, que veio de Marumbi estudar na Fatec Ivaiporã.
A acadêmica Emily Pavanelli – (Drª Pitaly), que é natural de Godoy Moreira, confessou o efeito inverso da ação. “Às vezes, saímos mais felizes do que as crianças ou idosos. É incrível o quanto pequenas coisas fazem diferença na vida das pessoas”, observou.
Vinda de Minas Gerais (Rio Pardo), a acadêmica Vitória Cabral – (Drª Pão de Queijo) contou que conheceu a palhaçaria hospitalar na Fatec Ivaiporã. “É muito significativo poder levar um pouco de alegria para quem não está bem. Na Medicina, precisamos olhar para o outro além da doença”, declarou.
Quanto ao caráter formativo do projeto, Tatiane Borzuk explicou que o acadêmico desenvolve uma percepção que não se aprende só em sala de aula. “O projeto de extensão ajuda formar profissionais mais atentos e preparados para lidar com pessoas”, garantiu.
No Lar Santo Antônio, a diretora Edna Melo disse que os residentes gostaram do projeto de extensão da Fatec Ivaiporã, uma vez que cantaram e dançaram. “É uma alegria diferente! Este tipo de visita faz bem para os residentes”, avaliou.
Lúcia Lima – jornalista

















































































































































































































