
O encerramento das manifestações e do acompanhamento da apuração dos votos da eleição presidencial terminou em confusão e prisões na Praça Rui Barbosa, em Apucarana, na noite de domingo (25), por volta das 23h55. Na primeira situação, a Polícia Militar orientou os presentes a desligarem o som e encerrarem o ato, já que o horário limite combinado com a organização era até as 23h. Parte do público foi embora, mas um grupo permaneceu fazendo algazarra e passou a xingar os policiais com palavras de baixo calão.
Durante a abordagem aos envolvidos, um jovem de 19 anos resistiu, virou-se contra a equipe e colocou a mão no coldre de um militar para tentar retirar a arma de fogo, sendo contido no chão com o uso de força física. A irmã dele, de 28 anos, tentou tirá-lo da custódia policial, recusou-se a entregar a bolsa que carregava e colocou a mão dentro do acessório sem que os policiais vissem o que ela pretendia pegar, sendo também imobilizada no solo. Na Delegacia de Polícia Civil, foram encontradas duas porções de maconha na bolsa, somando 8 gramas; a mulher afirmou que a droga era para consumo próprio e declarou cultivar a planta para uso pessoal e de terceiros.
Enquanto os irmãos eram detidos na praça, diversas pessoas tentaram resgatá-los à força, obrigando a Polícia Militar a usar spray de pimenta e efetuar um disparo de munição de elastômero para conter o tumulto. No meio da confusão, um homem de 34 anos, que afirmava estar filmando a ação, xingou a equipe, tentou empurrar um militar e fugiu correndo, mas foi perseguido a pé e detido. Um quarto homem compareceu depois à delegacia alegando ter sido agredido por um policial, e todos os conduzidos foram apresentados à Polícia Civil acompanhados por advogados.
No mesmo horário, por volta da meia-noite, outra equipe da Polícia Militar que atuava na Praça Rui Barbosa prendeu um motociclista por embriaguez ao volante. O condutor avançou com a moto em direção à concentração de pessoas que acompanhava a apuração dos votos, fazendo manobras irregulares e colocando o público em risco de atropelamento. Abordado imediatamente para proteger os pedestres, ele apresentava sintomas de embriaguez, admitindo ter bebido, mas recusando o teste do bafômetro.
Com o licenciamento vencido, a motocicleta foi recolhida ao pátio do Detran. Já na Delegacia de Polícia Civil, o motorista negou novamente o teste do etilômetro, alegou ter ingerido dois copos de bebida alcoólica duas horas antes e acusou os policiais militares de o terem prendido por motivação política, por gritar palavras de ordem e vestir uma camiseta com a foto de um candidato.





























































































































































































































