
A delegada Luana Louzada Pereira Lopes, titular da Delegacia da Mulher de Apucarana, apresentou novos detalhes sobre a ocorrência registrada na noite de quarta-feira, 14 de outubro de 2026, quando a Polícia Militar encontrou um homem dentro de um veículo, acompanhado de uma menina de apenas 10 anos. O caso ganhou novos desdobramentos com a condução do suspeito e da mãe da criança à delegacia, diante de suspeitas de crimes graves envolvendo menores de idade.
Segundo a delegada, os policiais militares realizavam patrulhamento na região da Rua Sebastão Bertasso, quando perceberam um veículo em atitude suspeita. Durante a abordagem, encontraram o homem com a calça abaixada e o órgão genital exposto. No banco do passageiro estava a menina de 10 anos. O automóvel estava estacionado em frente à residência da própria criança.
Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão. A mãe da menina também foi detida e encaminhada à unidade policial. Conforme explicou a delegada, a ocorrência envolve suspeitas de favorecimento à prostituição de crianças e adolescentes, estupro de vulnerável e abandono de incapaz. A responsabilidade de cada investigado e as circunstâncias dos possíveis crimes ainda dependem de apuração.
Um dos pontos que mais chamaram a atenção da Polícia Civil foi a informação de que já existiam denúncias anteriores envolvendo a mãe, relacionadas à possível exploração sexual dos filhos. Segundo Luana Lopes, essas suspeitas não haviam sido confirmadas anteriormente, pois as crianças negavam os fatos relatados nas denúncias.
A delegada informou que a menina e seus irmãos foram ouvidos, mas apresentaram versões contraditórias sobre o homem encontrado no veículo. Alguns disseram que ele seria amigo da mãe, enquanto outros o relacionaram a integrantes da família. Também houve relatos de que o suspeito costumava frequentar o endereço, mas permanecia dentro do automóvel, conversando com as meninas, sem entrar na residência.
Em relação ao que aconteceu naquela noite, a criança apresentou explicações diferentes sobre a presença do homem e suas roupas. Em determinado momento, negou ter visto o suspeito com a calça abaixada. Depois, afirmou que ele teria aberto o botão da calça porque havia comido demais em uma festa de aniversário.
Na avaliação da delegada, as contradições podem estar relacionadas ao receio das crianças de prejudicar a própria mãe, que também figura entre os suspeitos. Luana destacou, entretanto, que os menores não confirmaram as denúncias durante as conversas realizadas pela equipe policial.
O caso é tratado com atenção pela Delegacia da Mulher de Apucarana, especialmente pela idade da criança e pela existência de denúncias anteriores. A investigação deverá esclarecer o que ocorreu dentro do veículo, a eventual participação da mãe e se existem outras situações envolvendo os menores.
Até o momento, as suspeitas relatadas pela autoridade policial não representam condenação dos envolvidos. A apuração prossegue para esclarecer os fatos e definir as responsabilidades criminais.





























































































































































































































