TRÁGICO – Jovem de Borrazópolis morre em Marumbi enquanto participava de evento

Uma jovem de Borrazópolis, identificada como Hieda Furtado de Souza Holanda, de 23 anos, morreu na madrugada deste domingo (05) após um incidente registrado em uma lanchonete na cidade de Marumbi. Ela era filha da Maria Helena Furtado, a conhecida “Lenona ou Nenona”.

De acordo com informações do boletim de ocorrência , a jovem participava de um evento no local quando, por volta de 23h30 até próximo da meia-noite, acabou encostando em uma grade onde estavam ligados equipamentos de som. Ela estava descalça no momento e sofreu uma descarga elétrica.

Ainda conforme o registro, ela teria segurado na não de outra moradora de Borrazópolis, no momento do fato, sendo a amiga Gislaine Silva, a qual falou a reportagem do Blog do Berimbau.“A Hieda veio falar comigo e segurou minha mão. Nisso, tinha uma caixa de fumaça no chão e uma espécie de grade atrás de nós. Foi quando ela caiu segurando minha mão, entre a caixa de som e a referida grade. Eu achei que ela só tinha caído, mas comecei a levar choque também. Tentei tirar ela, mas não consegui. Nisso, gritei pelo Guilherme, meu companheiro, que segurou minha mão e a mão dela, que estava na grade. Ele também recebeu o choque, mas mesmo assim fez força e conseguiu tirar ela e eu. Nisso, Hieda já caiu no chão. Os meninos levaram ela às pressas ao hospital, mas já chegou sem vida“, disse Gislaine ao repórter Ronaldo Senes (Berimbau).

A vítima tinha tirado o calçado, o que pode ter contribuído fazendo com que recebesse uma descarga maior. No Hospital Municipal de Marumbi, segundo o médico plantonista, ela já chegou em óbito, apesar das tentativas de reanimação.

O local do fato foi verificado pelas autoridades, e testemunhas relataram que os equipamentos estavam, em tese, dentro dos padrões. A Polícia Civil de Jandaia abriu investigação e a Polícia Científica foi acionada. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Apucarana, onde exames devem confirmar oficialmente a causa da morte, que inicialmente é tratada como possível descarga elétrica, mas a confirmação só será possível após o laudo da perícia e apuração da polícia civil. Hieda era mãe de duas crianças.

VEJA A CONCLUSÃO DO INQUÉRITO – DESCARGA ELÉTRICA FOI DESCARTADA

A Polícia Civil do Paraná, por intermédio da Delegacia de Polícia de Jandaia do Sul, concluiu as investigações destinadas a apurar as circunstâncias da morte de uma jovem de 23 anos ocorrida durante evento festivo realizado na cidade de Marumbi, na madrugada do dia 05 de abril de 2026.


Logo após os fatos, surgiram informações de que a vítima teria sofrido uma descarga elétrica nas proximidades da estrutura de som instalada no local, hipótese que motivou a instauração de Inquérito Policial e a realização de ampla investigação para o completo esclarecimento do caso.


Ao longo dos trabalhos investigativos, foram colhidos depoimentos de testemunhas presenciais, ouvidos os responsáveis pelo estabelecimento e pela estrutura de sonorização do evento, analisadas imagens e vídeos relacionados aos fatos, requisitados documentos administrativos do local e realizados diversos exames periciais pela Polícia Científica do Paraná.


As investigações também contaram com a análise do prontuário médico da vítima, exame necroscópico, exame anatomopatológico, exame toxicológico e perícia técnica relacionada ao local dos fatos.


Ao final da apuração, a Polícia Civil concluiu que não foram produzidos elementos técnicos suficientes para confirmar que a morte tenha efetivamente decorrido de descarga elétrica. Os exames periciais realizados não permitiram estabelecer, de forma conclusiva, a ocorrência de eletrocussão, tampouco identificar falhas nas instalações elétricas, nos equipamentos utilizados durante o evento ou qualquer irregularidade capaz de estabelecer nexo causal entre a estrutura da festividade e o resultado morte.


Durante as diligências, verificou-se ainda que o estabelecimento possuía documentação de funcionamento regular perante os órgãos competentes e que não havia histórico de ocorrências semelhantes envolvendo descargas elétricas no local.


A investigação também apurou que a vítima apresentava elevada concentração de álcool etílico no organismo, circunstância constatada por exame toxicológico oficial e considerada relevante para a análise global dos fatos, embora insuficiente, por si só, para determinar a causa da morte.


Diante do conjunto probatório reunido, a Polícia Civil concluiu pela inexistência de elementos suficientes para comprovar a materialidade de eventual delito de homicídio culposo ou para atribuir responsabilidade criminal a qualquer pessoa investigada no procedimento.


Concluído o Inquérito Policial, os autos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A Polícia Civil do Paraná reafirma seu compromisso com a apuração técnica, imparcial e rigorosa dos fatos, pautando sua atuação exclusivamente nas provas produzidas ao longo da investigação.