
Na segunda-feira, 27 de abril, o senhor Antônio José dos Santos, conhecido como “Toinho”, procurou a reportagem acompanhado da filha, Elisangela, para denunciar uma situação que estaria causando prejuízo financeiro e preocupação à família. Ele mora na Estrada do Bairro Fogueira, km 7, na localidade conhecida como Bairro Cavaeiro, região também chamada antigamente de Bairro dos Piva, em Borrazópolis.
Segundo o idoso, em um período em que estava doente e com dificuldades de locomoção, concedeu uma procuração ao filho, Eliseu dos Santos, para que pudesse auxiliá-lo em assuntos pessoais e bancários. No entanto, afirma que posteriormente descobriu que teriam sido realizados empréstimos em seu nome junto ao Banco do Brasil, gerando uma dívida que, conforme relatado pela vítima, se aproxima de R$ 50 mil.
Ainda conforme Antônio José, ao questionar o filho sobre os valores e as movimentações, ele teria reagido de forma agressiva, o que aumentou o temor. Diante da situação, o caso foi levado à Polícia Civil de Faxinal.
No boletim de ocorrência registrado no mesmo dia, consta que o comunicante relatou ter ficado doente e impossibilitado de fazer longas caminhadas, motivo pelo qual assinou uma procuração para que o filho cuidasse de seus interesses. O documento também informa que, de posse da procuração, o filho teria ido ao Banco do Brasil e realizado vários empréstimos em nome do pai. Ainda segundo o registro, o idoso declarou que assinou a procuração sem saber o que estava sendo feito e apresentou extratos dos empréstimos realizados.
A natureza da ocorrência foi lançada como “apropriar/desviar bens/proventos do idoso”, com base no Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). O atendimento foi registrado pela 53ª Delegacia Regional de Polícia de Faxinal.
Nossa reportagem também entrou em contato por telefone com Eliseu dos Santos. Ele negou ter feito empréstimos escondidos do pai e afirmou que Antônio José tinha conhecimento das operações. Disse ainda que os recursos foram utilizados para despesas relacionadas à saúde do pai e outros gastos familiares.
Questionado sobre os detalhes dos valores, já que o atendimento médico teria ocorrido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Eliseu respondeu que pode comprovar onde o dinheiro foi empregado e negou qualquer irregularidade. O Delegado Dr. Ricardo Mende investiga o caso por meio de um inquérito policial.















































































































































































































