BERIMBALADAS


A Câmara Municipal de Cambira instaurou Comissão Processante para apurar a conduta do vereador José Carlos dos Santos, conhecido como “Carlinhos do Sete de Maio”, após denúncia de agressão contra um idoso de 74 anos dentro do pátio da Prefeitura. O caso gerou forte repercussão no município e passou a ser acompanhado de perto pela população.
A denúncia foi recebida durante sessão realizada no dia 27 de abril e deu início ao procedimento oficial com base no Decreto-Lei nº 201/1967, legislação que trata de infrações político-administrativas e possível quebra de decoro parlamentar. Apesar da abertura do processo, ainda não há julgamento concluído, sendo assegurados ao vereador o direito de defesa e o contraditório.
A Comissão Processante será formada pelos vereadores Felipe Augusto Sério Zani, Luciana Magon e Marcos Rodrigo da Silva. O grupo terá prazo de até 90 dias para conduzir a investigação, reunir documentos, ouvir envolvidos e apresentar relatório final ao plenário da Câmara.
O caso teve origem em ocorrência registrada pela Polícia Militar no dia 23 de abril, por volta de 10h, na Rua Inglaterra. Segundo boletim policial, a equipe foi acionada após denúncia de que um vereador teria agredido um servidor municipal no almoxarifado.
No local, testemunhas informaram que o suposto autor já havia deixado o endereço e que a vítima havia sido encaminhada ao posto de saúde. Os policiais seguiram até a unidade médica, onde conversaram com o homem, identificado pelas iniciais J.D., de 74 anos.
Conforme relato prestado à polícia, ele afirmou que realizou um serviço no Distrito de Sete de Maio semanas antes e posteriormente soube que o vereador teria feito comentários ofensivos sobre seu trabalho. Ao procurar o parlamentar para esclarecer a situação, houve discussão.
Ainda segundo a vítima, durante o desentendimento, o vereador teria desferido um golpe na nuca pelas costas, fazendo com que ele caísse ao chão e sofresse ferimentos no supercílio, nariz e testa. O idoso também apresentava pressão arterial elevada e aguardava exames médicos.
Na época, equipes policiais realizaram buscas, porém não localizaram o suspeito. Tanto a Câmara quanto a Prefeitura divulgaram notas repudiando qualquer forma de violência.
Agora, com a abertura da Comissão Processante, o caso entra em nova fase e poderá resultar em medidas administrativas e legislativas, conforme conclusão dos trabalhos e decisão final do plenário.































































































































































































































