Acadêmicos de Engenharia Civil da Fatec Ivaiporã aprendem na prática como nasce concreto

Saco de cimento, areia, brita e um carrinho de mão dividiram espaço com carteiras e cadernos durante uma aula prática do curso de Engenharia Civil da Fatec Ivaiporã. A aula permitiu aos acadêmicos acompanhar as etapas de produção, controle e transporte do concreto.

A aula foi conduzida pelo coordenador do curso Marlon Gomes, que apresentou os cuidados necessários para garantir a qualidade do concreto – entre a escolha dos materiais à aplicação final. Os acadêmicos também realizaram o ensaio de abatimento, conhecido como slump test, que é utilizado para medir a trabalhabilidade do concreto.

Segundo Marlon Gomes, a proposta foi aproximar os acadêmicos da profissão. “O concreto é um material usado na maioria das obras. Por isso, é fundamental que o acadêmico compreenda cada etapa do processo, saiba avaliar a qualidade dos materiais e entenda os fatores que podem interferir no resultado final”, explicou.

Além de acompanhar a preparação da mistura, os acadêmicos discutiram a influência de fatores como armazenamento, dosagem correta dos componentes e condições climáticas. A composição do concreto envolve cimento, areia, brita, água e, em alguns casos, aditivos específicos para atender diferentes necessidades de resistência e desempenho.

Para Marlon Gomes, a qualidade do concreto está relacionada ao controle das etapas da produção. “Não existe fórmula mágica. É preciso ter materiais adequados, armazenamento correto, dosagem bem definida e execução cuidadosa. Cada detalhe interfere no comportamento e na resistência do concreto”, observou.

Engenharia para servir

Entre os acadêmicos – o padre da Paróquia de Ariranha do Ivaí, Marcelo Miquelin, cursa o 2º ano da graduação motivado por um propósito que vai além da formação profissional.

Acostumado a acompanhar reformas, ampliações e projetos ligados aos fiéis, Marcelo Miquelin decidiu buscar conhecimento técnico para contribuir com as obras desenvolvidas pela Paróquia de Ariranha do Ivaí. “Normalmente, envolvo-me com construções, reformas e melhorias. O curso ajuda a entender melhor os processos e permite participar das decisões com mais conhecimento”, contou.

Mas o interesse pela Engenharia Civil não se limita às necessidades da Paróquia de Ariranha do Ivaí. Marcelo Miquelin acredita que a formação também poderá ser utilizada em ações sociais voltadas às pessoas que mais precisam. “Quem sabe um dia poderei ajudar famílias que precisam construir ou melhorar a residência. Fazer caridade também é encontrar formas de melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Lúcia Lima – jornalista