BORRAZÓPOLIS – Casa da Memória Felício Baum celebra um ano preservando a história e a cultura

A Casa da Memória Felício Baum completa neste domingo, 28 de junho de 2026, seu primeiro ano de funcionamento, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de preservação histórica e cultural de Borrazópolis. Criada para resgatar a memória do município e valorizar seus pioneiros, o local tem recebido visitantes de diversas cidades, além de estudantes, pesquisadores e famílias que encontram ali um verdadeiro patrimônio da história local.

A Casa da Memória foi inaugurada em 28 de junho de 2025, em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento ao trabalho coletivo que tornou o projeto possível. Instalada na Rua Pernambuco, ao lado da Prefeitura, no prédio que durante muitos anos abrigou o Escritório de Contabilidade Borrazópolis, a inauguração foi organizada pela presidente da Associação Cultural Professor Francisco Joel de Souza, Francieli Aparecida Custódio.

Para que a Casa da Memória se tornasse realidade, foi criada a Associação Cultural Professor Francisco Joel de Souza, entidade responsável por organizar, preservar e ampliar esse importante acervo histórico. Atualmente, a associação é presidida por Diana Cristina Orlandi Begali de Jesus, que, juntamente com os demais integrantes, dá continuidade ao trabalho iniciado pelos idealizadores do projeto, fortalecendo as ações de preservação da memória de Borrazópolis.

Além da presidente, a associação conta com a dedicação de diversos voluntários e colaboradores, entre eles Francieli Aparecida Custódio, Claudete Santos Baum, Jorge Dias, Ivone Lessak, Inês de Oliveira, Zenaide Ocane, Albino e João, além de outros participantes que contribuem diariamente para manter viva a história do município. Durante a comemoração do primeiro aniversário, todos receberam homenagens pelo trabalho voluntário desenvolvido ao longo deste primeiro ano.

Ao longo dos últimos doze meses, a Casa da Memória realizou diversas atividades. Entre elas, destaca-se a Primeira Semana da Memória, realizada em 2025, quando integrantes da associação, ao lado do Palhaço Di Borró, personagem interpretado por Gustavo Garcia, visitaram todas as escolas do município levando, de forma lúdica e educativa, conhecimentos sobre a história de Borrazópolis, despertando nos estudantes o interesse pelas raízes e tradições da cidade.

Outro momento importante foi o lançamento do livro “70 Anos da Educação”, escrito pela professora Simone da Silva Godoy Fonseca, integrante da associação. A obra registra parte da trajetória da educação no município e se soma a outros livros produzidos por pesquisadores locais, fortalecendo o acervo histórico disponível para consulta da comunidade.

A Casa da Memória também abriu suas portas para encontros culturais, pesquisas e tardes de preparação gratuitas para candidatos ao concurso público municipal, reforçando que o espaço não é apenas um museu, mas também um ambiente de formação, aprendizado e valorização da educação.

Durante a comemoração, representantes da associação agradeceram o apoio recebido da prefeitura, do prefeito Adilson Lucchetti, (Didi), do vice-prefeito Valdinei Del Grande (Di), da Câmara Municipal de Vereadores e do secretário de Esporte e Cultura, César Soares, parceiros que acreditaram no projeto desde sua implantação e continuam contribuindo para sua manutenção e fortalecimento.

Em entrevista ao Blog do Berimbau, Francieli Aparecida Custódio destacou que a celebração é, acima de tudo, um momento de gratidão a todos que acreditaram no projeto. Ela afirmou que o objetivo é continuar ampliando o acervo e, futuramente, conquistar um espaço ainda maior para abrigar todas as peças históricas já preservadas pela associação.

O prefeito ressaltou que preservar a memória significa valorizar aqueles que construíram Borrazópolis e destacou que a Casa da Memória permite às novas gerações conhecerem a história do município por meio de fotografias, documentos, objetos e relatos de seus pioneiros.

Também participaram da comemoração a professora Claudete Santos Baum, autora da letra do Hino de Borrazópolis; a professora Simone da Silva Godoy Fonseca; o escritor Jorge Dias que é um dos principais apoiadores; vereadores “Geraldo da Saúde” e Francisco Castilho, colaboradores e voluntários, todos reforçando a importância da preservação da memória como patrimônio das futuras gerações.

Ao completar seu primeiro ano de existência, a Casa da Memória Felício Baum reafirma sua missão de preservar o passado, fortalecer a identidade cultural de Borrazópolis e manter vivas as histórias que ajudaram a construir o município. Mais do que um espaço de exposição, tornou-se um verdadeiro ponto de encontro entre gerações, garantindo que o legado dos pioneiros continue inspirando o presente e o futuro.