ARAPUÃ – Morador preocupado com situação de antigo aterro. Município afirma que medidas estão sendo adotadas

(Imagem do lixão)
(Ações da prefeitura)

Nossa reportagem recebeu o relato de um morador de Arapuã preocupado com a situação da área utilizada para depósito de resíduos no município. Segundo ele, haveria lixo exposto e chorume escorrendo em direção a um rio. O morador também encaminhou uma fotografia do local e pediu providências.

Diante da reclamação, entramos em contato com a Vigilância Sanitária (Secretária Luciana Ricken) e com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Arapuã (Secretário Juarez do Prado), para buscar esclarecimentos. Segundo o município, trata-se de um problema antigo, que vem se arrastando há anos e já era acompanhado por órgãos ambientais. A Secretaria de Meio Ambiente informou que o município já vinha sendo notificado pelo Instituto Água e Terra (IAT) para tomar providências em relação à área e que a questão também foi acompanhada pelo Ministério Público, por meio do Gaema. Conforme a atual administração, medidas que não avançaram em gestões anteriores estão sendo encaminhadas agora.

Entre as providências está a implantação de um sistema de transbordo para os resíduos sólidos urbanos. Segundo a Secretaria, foi realizada licitação e uma empresa foi vencedora para fazer a destinação final dos resíduos em Londrina. Com isso, a intenção é encerrar gradativamente a utilização da área nos moldes anteriores e estabelecer uma operação regular de transbordo.

A reportagem teve acesso à Licença de Operação nº 342748, emitida pelo Instituto Água e Terra em nome do Município de Arapuã. O documento foi expedido em 28 de fevereiro de 2025 e tem validade até 28 de fevereiro de 2027. A atividade identificada na licença é de “armazenamento temporário e transbordo de resíduos sólidos”, no Sítio São João, em Arapuã.

É importante destacar, porém, que a licença estabelece uma série de condicionantes ambientais. Entre elas, determina que os resíduos sejam armazenados e encaminhados para reutilização ou destinação final adequada em empreendimentos devidamente licenciados.

O documento também traz uma condição específica que merece atenção diante da denúncia: o empreendimento licenciado pode receber apenas resíduos da construção civil e podas ou galhadas, ficando proibida, naquela atividade licenciada, a disposição de resíduos sólidos urbanos e resíduos perigosos. Caso outros tipos de resíduos sejam encontrados, cabe ao detentor da licença providenciar a destinação ambientalmente correta.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, a proposta do município é justamente estruturar o transbordo dos resíduos urbanos de forma adequada, utilizando caçamba para o recebimento dos rejeitos e posterior transporte até o local de destinação final.

Outra frente anunciada é a reestruturação da cooperativa de catadores e o fortalecimento da reciclagem. A intenção é diminuir a quantidade de material encaminhado para destinação final, fazendo com que apenas aquilo que realmente não pode ser reaproveitado siga como rejeito.

Dentro desse trabalho, a Prefeitura também está promovendo ações de educação ambiental. Nesta terça-feira, 11 de agosto, está programada a 2ª Gincana da Reciclagem, no Estádio Municipal Adilson da Silva Carvalho, o “Titi”, das 13h30 às 16 horas. A iniciativa envolve as secretarias municipais e busca trabalhar principalmente com crianças a conscientização sobre separação e destinação correta dos resíduos. A Secretaria de Meio Ambiente afirma que não existe omissão da atual gestão e que as providências para regularização e encerramento da antiga situação já estão em andamento.