Borrazópolis, Ivaiporã, Apucarana e outras cidades com novos relatos do Golpe do Falso Advogado. No Paraná

Áudio do Promotor Marcelo Adolfo sobre um golpe de quase 2 milhões em Curitiba

Novos relatos de tentativas do golpe do falso advogado chegaram à reportagem no dia 19 e 20 de outubro, envolvendo Ivaiporã, Apucarana e Borrazópolis. Os criminosos utilizam fotos e nomes de profissionais para criar perfis falsos e abordar possíveis vítimas, geralmente com a promessa de liberação de valores de processos judiciais.

Em Borrazópolis, foi relatado o uso de um perfil falso com a fotografia do advogado Pedro Nicastro, de Arapongas, que também mantém escritório no município. O nome e a imagem do profissional foram utilizados indevidamente por golpistas. O alerta é para que qualquer pedido de dinheiro ou contato suspeito seja confirmado diretamente com o advogado, por um telefone já conhecido.

O assunto também ganhou destaque nesta segunda-feira, 19 de outubro, quando divulgamos um caso de Curitiba no qual uma viúva de 80 anos perdeu quase 2 milhões (R$ 1.971.826,00). Segundo informações do Ministério Público do Paraná, a 4ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal da capital apresentou denúncia contra 15 pessoas acusadas de participar do esquema.

Conforme a denúncia, a idosa foi abordada por criminosos que se passaram por advogados e representantes dos setores jurídicos do Banco Central e da Caixa Econômica Federal. Sob a promessa de liberar um suposto crédito judicial de R$ 7 milhões relacionado ao marido falecido, eles exigiram pagamentos antecipados de falsas custas processuais. A vítima realizou diversas transferências após receber mensagens e chamadas de vídeo pelo WhatsApp.

Ainda segundo o MPPR, os denunciados teriam cedido contas bancárias para receber e distribuir o dinheiro entre diferentes contas e instituições, dificultando o rastreamento. O Ministério Público pediu a conversão das prisões temporárias em preventivas e a manutenção das medidas patrimoniais destinadas a assegurar a reparação dos danos. Também solicitou uma investigação específica para identificar os responsáveis que mantinham contato direto com a vítima.

Não há informação de ligação entre o caso de Curitiba e as tentativas relatadas na região. Os episódios, porém, reforçam a necessidade de atenção, já que os golpistas podem utilizar dados verdadeiros de processos e nomes de profissionais para dar credibilidade à abordagem.