
Após a etapa de coleta nas lavouras de Ivaiporã e Pitanga, o monitoramento da cigarrinha-do-milho avançou para triagem no laboratório da Fatec Ivaiporã. Nesta fase os dados orientam o acompanhamento da praga na região.
Com jalecos e lupas estereoscópicas, os acadêmicos do curso de Agronomia fazem a contagem manual dos insetos capturados nas armadilhas instaladas no campo. O trabalho exige atenção. Cada armadilha é analisada ponto a ponto, considerando a distribuição nas áreas de coleta.
“Contamos quantas cigarrinhas tem em cada armadilha, dividindo por regiões dentro do talhão. O ideal é que o número fique abaixo de 50. Quando passa acende um alerta”, explicou a professora do curso de Agronomia, Mariana Sismeiro, que também é orientadora de iniciação científica.
Segundo Mariana Sismeiro, o monitoramento permite entender o comportamento do inseto ao longo do ciclo do milho. “A cigarrinha-do-milho é um inseto sugador e o problema maior não é a sucção. É a transmissão de doenças, que causam o enfezamento. Por isso, é necessário acompanha-la para ajudar na tomada de decisão no campo”, sugeriu.
7 dias de armadilha
A coordenadora do curso de Agronomia, Silmara Pietrobelli, explicou que a triagem é 2ª etapa do processo iniciado nas lavouras. “As armadilhas ficam 7 dias no campo. Depois, vêm para o laboratório, onde os acadêmicos contam com lupa e pinça, registrando os dados em planilhas. A partir da contagem conseguimos acompanhar e alimentar o sistema de monitoramento”, informou.
Os números indicaram uma situação sob controle. “Na 1ª contagem, foram menos 50 cigarrinhas. Agora, estamos analisando a 2ª coleta. Não é um cenário de alerta máximo. Mas mostra que há inseto nas áreas monitoradas”, observou Silmara Pietrobelli.
Os dados levantados pela Fatec Ivaiporã integram a plataforma estadual Cigarrinha Web, que reúne informações de diversas regiões do Paraná. A ferramenta permite acompanhar a densidade da praga e orientar o manejo nas lavouras.
O acadêmico Wesley Sant’Ana Pereira (6º período) garantiu que os dados ajudam a avaliar se o controle está funcionando. A experiência também marca o início da trajetória acadêmica. “Sempre quis trabalhar com pesquisa. Cursar Agronomia e participar de um projeto de monitoramento é muito importante”, declarou Maria Gabriela Bueno (1º período).
Lúcia Lima – jornalista

















































































































































































































