Inteligência artificial ajuda PM a recuperar moto furtada no Paraná

A Polícia Militar do Paraná recuperou uma motocicleta furtada e prendeu um suspeito do crime com o auxílio de um sistema de inteligência artificial, em Guarapuava. A tecnologia permitiu identificar o trajeto percorrido após o furto e ajudou os policiais a localizar o veículo e o homem apontado como envolvido.

A ocorrência começou na segunda-feira, dia 10 de agosto, quando o proprietário procurou o 16º Batalhão da Polícia Militar e informou que sua motocicleta havia sido furtada de dentro de um estacionamento. Ele contou que deixou o veículo no local pela manhã e, ao retornar depois do trabalho, percebeu que a moto não estava mais onde havia sido estacionada.

As informações do veículo foram inseridas no sistema de inteligência artificial utilizado pelas forças de segurança. A partir de imagens da rede de câmeras espalhadas pela cidade, a ferramenta apontou que o furto ocorreu por volta das 17h30 e identificou o deslocamento do suspeito em direção ao bairro Primavera, nas proximidades da BR-277.

Com as informações sobre o trajeto e o trabalho realizado pelo núcleo de inteligência do batalhão, os policiais localizaram o suspeito no dia seguinte, em um terreno no bairro Primavera. Inicialmente, ele negou participação no furto.

Durante a abordagem, porém, os militares encontraram uma motocicleta com a placa modificada. Conforme a Polícia Militar, ao ser novamente questionado, o homem admitiu participação no crime e relatou que havia pintado a motocicleta de preto e adulterado a placa. O suspeito e o veículo recuperado foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis.

Segundo o Governo do Paraná, o sistema de inteligência artificial vem sendo utilizado para auxiliar as polícias Militar e Civil na investigação e elucidação de crimes como furtos, roubos, homicídios, tráfico de drogas, estupros e estelionatos. Desde o início deste ano, mais de 800 crimes teriam sido solucionados com o apoio da ferramenta.

A tecnologia é coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados (SGSD). De acordo com o Estado, o sistema foi desenvolvido para funcionar em larga escala e seguindo as regras estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).