Viúva do Cabo Magioni divulga convite para missa de sétimo dia. Ele morreu em confronto na zona rural de Arapuã

A nutricionista Camilla Pastore Anizelli, viúva do cabo da Polícia Militar Kauã Gabriel Darodda Magioni, compartilhou em suas redes sociais o convite para a Missa de Sétimo Dia em memória do policial militar, que será celebrada no próximo sábado, 8 de agosto, às 15 horas, na Igreja São Sebastião, em Faxinal.

A homenagem será mais um momento de oração e lembrança daquele que perdeu a vida durante o cumprimento do dever. O falecimento do Cabo Magioni causou profunda comoção em Faxinal, Apucarana e em toda a região, mobilizando familiares, amigos, companheiros de farda e a comunidade.

Magioni foi velado inicialmente na Capela dos Padres, em Faxinal, onde centenas de pessoas prestaram as últimas homenagens. Em seguida, o corpo foi levado para a Capela Central de Apucarana. O sepultamento ocorreu no Cemitério Cristo Rei e foi marcado por um grande cortejo, honras militares e pela presença de autoridades, entre elas o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Hudson Leôncio Teixeira, além de representantes da Polícia Militar de diversas unidades.

Nossa reportagem também teve acesso ao boletim oficial da Polícia Militar, que esclarece a dinâmica da ocorrência registrada na noite de 31 de julho, no Sítio Boa Vista, zona rural de Arapuã. Conforme o documento, por volta das 19 horas, uma equipe da Patrulha Rural deslocou-se até a propriedade para averiguar uma denúncia anônima recebida pelo canal 181 sobre possíveis maus-tratos a animais e posse ilegal de arma de fogo.

Ao chegarem ao local, os policiais estacionaram a viatura em frente à residência, onde havia uma caminhonete Toyota Hilux e uma motocicleta Honda Bros. Enquanto um dos policiais realizava a consulta dos veículos, os demais desembarcaram para fazer contato com o morador. Segundo o boletim, o morador, identificado como Vilson Felix da Paz, passou a empunhar uma espingarda. Mesmo após receber diversas ordens para largar a arma, ele não obedeceu e efetuou um disparo que atingiu o cabo Kauã Gabriel Darodda Magioni.

Diante da agressão, um segundo policial da equipe reagiu utilizando seu armamento funcional para cessar a ameaça. O boletim ressalta que, até o momento de sua elaboração, não era possível precisar quantos disparos foram efetuados nem confirmar se o cabo Magioni chegou a disparar sua arma. Ainda conforme o registro, um terceiro policial sofreu uma lesão na perna durante o desembarque da viatura, mas permaneceu auxiliando na ocorrência. Após cessada a agressão, foi realizada uma varredura na residência para verificar se havia outros possíveis envolvidos, porém nenhuma outra pessoa foi localizada no imóvel.

Os dois feridos foram embarcados na viatura e transportados com urgência em direção a Arapuã, enquanto equipes de apoio eram acionadas via rádio. Durante o deslocamento, a viatura da Patrulha Rural teve um pneu furado. Na entrada da cidade, outras equipes assumiram o atendimento. O cabo Magioni foi transferido para outra viatura e levado ao Hospital Bom Jesus, em Ivaiporã, onde teve o óbito confirmado pela equipe médica. Já Vilson Felix da Paz morreu ainda na viatura, antes de receber atendimento hospitalar.

Durante a perícia foram apreendidas a espingarda utilizada pelo autor dos disparos, a arma funcional do cabo Magioni e o fuzil utilizado pelo segundo policial da equipe. Outra arma de fogo também foi encontrada no interior da residência e sua situação passará por apuração.

Magioni era considerado um excelente policial e integrava a 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (6ª CIPM), de Ivaiporã. Ao longo de sua carreira, destacou-se por atos de bravura, dedicação à corporação, companheirismo, fé cristã e compromisso com a prestação de serviços à sociedade. Foi reconhecido por colegas e superiores como um cabo exemplar. Sua morte causou grande repercussão e deixou um sentimento de profunda tristeza e luto diante dessa perda irreparável. (Rever primeira reportagem)