
Em um movimento estratégico para tentar estancar a crise em sua base aliada, o governador Ratinho Junior (PSD) anunciou, nesta segunda-feira (13 de abril), o deputado federal Sandro Alex (PSD) como seu pré-candidato à sucessão no Palácio Iguaçu. A escolha do ex-secretário de Infraestrutura e Logística ocorre após uma série de desgastes internos e o avanço de nomes dissidentes que já orbitam fora da esfera direta do governo.
A decisão foi acelerada pelos números da última Paraná Pesquisas, que evidenciaram a estagnação de Guto Silva (PSD), o preferido inicial, no patamar de apenas 3,6%. Diante da fragilidade eleitoral de Guto, Ratinho optou por um nome de confiança e com maior visibilidade administrativa, embora Sandro Alex ainda não tenha sido testado nas sondagens mais recentes e enfrente resistência política em seu próprio reduto eleitoral, nos Campos Gerais.
A indicação, contudo, não parece ter trazido a paz esperada ao Centro Cívico. O vácuo deixado pela demora do governador em arbitrar a disputa resultou na saída de figuras centrais do PSD: Rafael Greca migrou para o MDB e Alexandre Curi para o Republicanos. Ambos agora articulam uma chapa independente que ameaça dividir os votos do eleitorado governista, enquanto o senador Sergio Moro (PL) lidera com folga as intenções de voto, alcançando 46%.
Nos bastidores, a escolha de Sandro Alex, é vista por muitos como uma “candidatura de espera” até as convenções de agosto. A suspeita é que o grupo palaciano esteja pavimentando o caminho para uma eventual composição branca ou aliança formal com Sergio Moro, caso os nomes da base não ganhem tração nas urnas. Por ora, o cenário paranaense segue fragmentado e com o desafio de unificar um grupo que já deu os primeiros sinais de ruptura definitiva.

























































































































































































































