ARTIGO – Moradora de Nova Tebas relata o dia a dia de quem enfrenta a fibromialgia e a falta de apoio

Conviver com a fibromialgia é enfrentar uma batalha silenciosa, marcada por dores constantes, limitações físicas e, muitas vezes, pela incompreensão da sociedade. Esse é o relato de Josiani Aparecida de Souza Oliveira, de 35 anos, moradora da comunidade de Nova Pitanga, no município de Nova Tebas, que decidiu tornar pública sua história na esperança de dar visibilidade à doença e incentivar uma maior compreensão em relação às pessoas que convivem com essa condição.

Agricultora desde a infância, Josiani conta que começou a trabalhar ainda criança, ajudando a família na atividade leiteira. Hoje, porém, afirma que as dores intensas provocadas pela fibromialgia a impedem de realizar tarefas que antes faziam parte de sua rotina.

Segundo ela, a doença foi diagnosticada há cerca de 15 anos e, desde então, vieram também outros problemas de saúde, como hipertensão arterial, ansiedade e depressão. Josiani relata que faz uso contínuo de diversos medicamentos, entre eles pregabalina e canabidiol, além de outros remédios para o controle dos sintomas. Ela afirma que muitos desses medicamentos precisam ser adquiridos com recursos próprios, representando um custo elevado para a família.

A moradora destaca que a fibromialgia é uma doença crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga, alterações no sono e outros sintomas que comprometem significativamente a qualidade de vida. Embora não tenha cura, o tratamento busca controlar os sintomas por meio de medicamentos, acompanhamento médico, atividade física orientada e apoio psicológico.

Josiani também chama a atenção para a necessidade de maior conscientização da população. Segundo ela, por se tratar de uma doença invisível, muitas pessoas acabam enfrentando preconceito e falta de compreensão, mesmo convivendo diariamente com dores intensas e limitações. Ela também relata a falta de políticas públicas e de apoio governamental.

“Nunca consegui receber um real de apoio. Compro meus remédios e ainda preciso arcar com as despesas da casa. Já pedi ajuda a deputados, vereadores e ao prefeito, mas nunca houve alguém para ajudar nesta causa, que não é só minha. Procurei vários advogados e, mesmo assim, nunca recebi nenhum benefício”, afirmou a moradora.

Ao compartilhar seu relato, Josiani espera contribuir para que a fibromialgia seja mais conhecida e para que pacientes tenham mais acesso à informação, acolhimento e tratamento adequado.

Quem desejar conversar com Josiani ou obter mais informações pode entrar em contato pelo telefone (42) 99938-2903. A expectativa dela é que seu depoimento ajude a ampliar o debate sobre a fibromialgia e reforce a importância de políticas públicas voltadas aos pacientes que convivem diariamente com a doença. Ela também sugeriu o vídeo do Dr. Adriano Costa Farias, uma especialista nesta área.