

A Câmara Municipal de Arapuã viveu uma sessão marcada por tensão e debates na noite de terça-feira, 28 de abril de 2026, quando duas denúncias foram lidas e aprovadas para investigação contra o vereador Rafael Leandro Euzebio, do PP. Ela podem ressultar na cassação de mandato. Em ambas as votações, apenas o próprio Rafael e o vereador Geraldo Cosme de Rezende, o “Cosminho”, do PP, votaram contra. Os demais parlamentares se manifestaram favoráveis à continuidade dos processos.
A sessão foi conduzida pelo presidente da Casa, vereador Alisson Thiago Dias Paulino, também do PP. Durante os trabalhos, houve discussões após Rafael pedir a palavra durante a leitura das denúncias. O presidente informou que a manifestação seria concedida apenas ao final da votação, conforme interpretação do regimento interno, e chegou a acusar o parlamentar de tumultuar a sessão.
A primeira denúncia trata de suposto uso indevido de espaço público, promoção pessoal e desvio de finalidade. Segundo o texto lido em plenário, no dia 1º de abril de 2026 o vereador teria promovido reunião com uma associação em espaço ligado à estrutura administrativa municipal, supostamente vinculado à Secretaria de Agricultura, sem transparência institucional, ao fazer um balanço de seus trabalhos numa suposta promoção pessoal e sem a presença de autoridades responsáveis.
A segunda denúncia pede instauração de processo por suposta infração político-administrativa e quebra de decoro parlamentar. O documento cita manifestação pública feita por Rafael durante a nona reunião ordinária da Câmara, em 7 de abril, considerada ofensiva e incompatível com a dignidade do mandato.
Em sua defesa, Rafael afirmou que vem sofrendo perseguição política desde a eleição e citou mensagens anônimas, denúncias anteriores ao Ministério Público e tentativas de desgastar seu mandato. Segundo ele, as acusações atuais seriam baseadas apenas em fotografias de sua presença em reuniões comunitárias e atividades de fiscalização. O vereador disse estar tranquilo e afirmou que continuará trabalhando pela população.
Já o vereador Cosminho justificou voto contrário às duas denúncias. Na primeira, alegou que o documento seria juridicamente frágil e baseado apenas em imagens, sem provas concretas de irregularidade. Na segunda, afirmou que eventual ofensa em plenário deveria partir de manifestação interna da própria Câmara, e não de denúncia apresentada por cidadão externo.
Com a aprovação em plenário, os procedimentos seguem agora para tramitação interna da Câmara, com os próximos passos previstos na legislação e no regimento do Legislativo Municipal.

















































































































































































































