

A Polícia Civil de Ivaiporã prendeu em flagrante, na terça-feira, dia 9 de junho de 2026, um homem de 36 anos suspeito de praticar o crime de extorsão contra um empresário da região.
Segundo informações divulgadas pela corporação, a investigação teve início após a vítima procurar a Delegacia de Polícia relatando que vinha sendo alvo de ameaças desde o mês de abril. Conforme o relato, o suspeito exigia pagamentos em dinheiro para não divulgar conversas e imagens de caráter íntimo.
Ainda de acordo com a denúncia, o empresário já havia transferido ao investigado mais de R$ 20 mil em razão das ameaças recebidas. Mesmo após os pagamentos, o suspeito teria continuado a extorsão e, na data da prisão, exigido uma nova quantia de R$ 5 mil, sob a ameaça de divulgar o material em redes sociais e encaminhá-lo a familiares da vítima.
Após tomar conhecimento dos fatos e analisar os elementos apresentados, equipes da Polícia Civil iniciaram diligências que culminaram na localização e abordagem do suspeito. Ele foi detido e encaminhado à Delegacia de Polícia de Ivaiporã para os procedimentos de polícia judiciária.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para o completo esclarecimento do caso e para verificar a existência de possíveis outras condutas criminosas relacionadas aos fatos apurados.
A corporação também orienta que vítimas de extorsão, chantagem ou crimes praticados por meios digitais procurem imediatamente uma unidade policial e preservem mensagens, comprovantes de transferências bancárias, conversas e demais elementos que possam auxiliar nas investigações.
Nota da Defesa
Em nota encaminhada à imprensa, a defesa técnica do investigado informou que, durante o interrogatório perante a autoridade policial, ele exerceu seu direito constitucional ao silêncio, previsto no artigo 5º, inciso LXIII, da Constituição Federal, não prestando declarações sobre os fatos investigados.
Segundo os advogados Daniel Ramari da Silva e Paulo César Bueno Júnior, o acusado relatou à defesa que existe um histórico de desavenças e conflitos pessoais anteriores entre ele e a suposta vítima, circunstância que, em sua percepção, pode ter contribuído para a situação atualmente apurada.
A defesa destacou que não irá antecipar teses ou elementos que serão apresentados no decorrer do processo, em respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Os advogados também informaram que já estão adotando medidas jurídicas para buscar a revogação da prisão e a concessão de liberdade ao investigado, argumentando que ele é primário, possui bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita, não havendo, segundo a defesa, elementos concretos que demonstrem risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
Por fim, a defesa afirmou confiar que o Poder Judiciário analisará o caso com base nos princípios constitucionais da presunção de inocência, proporcionalidade e excepcionalidade da prisão preventiva, permitindo que o investigado responda ao processo em liberdade enquanto prosseguem as investigações e o trâmite judicial.



































































































































































































































