Notícia de magistrado encontrado morto no Paraná recupertiu na imprensa nacional

Foto da rede social do Juiz

A morte do juiz de Direito Antônio Evangelista de Souza Netto, de 45 anos, diretor do Fórum da Comarca de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, causou grande comoção no meio jurídico e na comunidade local. O magistrado foi encontrado morto na madrugada de domingo, dia 14 de junho de 2026, em seu apartamento, localizado no bairro Alvorada.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, equipes da Polícia Militar foram acionadas por volta de 0h25 para atender uma ocorrência envolvendo um disparo de arma de fogo. No local também estiveram equipes do SAMU e do Corpo de Bombeiros, que apenas puderam constatar o óbito.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Científica. O corpo foi recolhido pelo Serviço Médico Legal (SML) e encaminhado para os procedimentos legais.

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Até o momento, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre o caso.

Natural de São Paulo, Antônio Evangelista de Souza Netto atuava há mais de uma década na região sudoeste do Paraná e era considerado uma das referências do Judiciário local. Além de diretor do Fórum de Francisco Beltrão, também atuava como professor da Escola da Magistratura do Paraná (Emap) e de outras instituições de ensino, possuindo três pós-doutorados.

Em 2024, durante o período de licença do então prefeito de Francisco Beltrão, Cleber Fontana, o magistrado assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal por nove dias, recebendo posteriormente uma moção de aplausos da Câmara de Vereadores.

A repercussão da morte levou entidades representativas da magistratura a divulgarem notas de pesar. A Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) destacaram a trajetória do juiz, ressaltando sua dedicação à Justiça, ética profissional e compromisso com a prestação jurisdicional.

O falecimento do magistrado gerou manifestações de pesar de colegas, advogados, autoridades e moradores de Francisco Beltrão, que lamentaram a perda de um profissional reconhecido por sua atuação no Poder Judiciário paranaense. As circunstâncias da morte seguem sob investigação da Polícia Civil.