BERIMBALADAS




A reunião da AMUVI (Associação dos Municípios do Vale do Ivaí), realizada nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, em Mauá da Serra, teve como principal tema a polêmica envolvendo os pórticos de pedágio instalados no município. O encontro foi marcado após mobilização do prefeito Givanildo Lopes, o “Giva Lopes”, que tem liderado uma luta contra a cobrança considerada prejudicial para moradores da região. Participaram também o presidente do Departamento de Trânsito do Paraná, Santin Roveda, e o secretário estadual do Trabalho, deputado licenciado Do Carmo.
Havia grande expectativa de que o presidente do Detran apresentasse alguma solução para o problema dos pedágios instalados em dois pontos próximos dentro do município: um na saída de Mauá da Serra para Ortigueira e outro na rodovia PR-445, no sentido de Londrina, muito próximos um do outro.
A situação preocupa principalmente moradores da Serra do Cadeado, que precisam passar pelos pórticos sempre que se deslocam até a cidade para acessar serviços essenciais, como saúde e comércio. Durante a reunião, Santin Roveda utilizou boa parte do tempo para apresentar ações e programas do Detran Paraná, abordando temas como trânsito e IPVA. Porém, quando tocou no assunto pedágio, admitiu que o problema é complexo e de difícil solução no curto prazo, o que acabou gerando frustração entre autoridades e lideranças presentes.
Em entrevista à imprensa, ele foi questionado e cobrado pelo repórter Ronaldo Senes (Berimbau) sobre o motivo de realizar uma reunião criando expectativas, sendo que não havia uma solução concreta. Ele afirmou que prefere ser sincero e que, neste momento, não possui uma alternativa para reverter a situação, mas que está acompanhando e apoiando as discussões.
O secretário do Trabalho, deputado licenciado Do Carmo, também foi questionado sobre o tema. Ele afirmou que os deputados não tiveram acesso à minuta do contrato do pedágio, alegando que as negociações teriam ocorrido entre o governo federal, a agência reguladora e as concessionárias. Em sua fala, acabou direcionando críticas ao Poder Judiciário, que não aceitou uma liminar sobre o caso. O repórter Berimbau questionou o deputado, lembrando que a Assembleia Legislativa teve tempo para analisar, fiscalizar e cobrar mudanças, mas nada foi feito e agora o Judiciário estaria sendo colocado como vilão.
O prefeito Givanildo Lopes voltou a criticar duramente o modelo de cobrança. Segundo ele, chegou a sugerir à concessionária um desconto de 80% para moradores de Mauá da Serra, o que poderia amenizar o impacto para a população, mas a proposta não foi aceita. Ele também relatou que foi cogitada a criação de um cadastro específico para moradores da Serra do Cadeado, porém sem garantias de solução.
Diante do impasse, o prefeito voltou a mencionar a possibilidade de construção de um acesso alternativo ligando Mauá da Serra à rodovia PR-272, na região de Faxinal, o que poderia funcionar como rota alternativa para evitar a cobrança. Por enquanto, nada foi resolvido e a polêmica continua. No link de vídeo, assista às coletivas e saiba mais sobre a situação que colocou autoridades estaduais em uma verdadeira saia justa durante a reunião.































































































































































































































